segunda-feira, dezembro 05, 2005

A Praga do Avatar

Num belo dia de Chuva (calem-se, a chuva também pode ser bonita... desde que eu não esteja trajada, tudo bem...), cheguei à sala onde devia ter aulas (atrasada como sempre, mas que raio... ninguém é perfeito...) e vi que quase metade da minha turma (é o que dá sermos poucos, quatro pessoas dão uma grande percentagem...) estava em sites na net a criar avatares...

Eu não quis ficar de fora e lá me aventurei... Foi então que percebi. A cena dos avatares é uma espécie de vício, principalmente para aqueles que não sabem desenhar e como tal não podem fazer caricaturas bem feitas... Por isso, se quiserem uma imagem de marca de vocês próprios, vão a www.dookyweb.com e brinquem à vontade...

sexta-feira, novembro 11, 2005

Adeus

Adeus! Para sempre adeus! Vai-te, oh! Vai-te, que nesta hora Sinto a justiça dos céus Esmagar-me a alma que chora. Choro porque não te amei, Choro o amor que me tiveste; O que perco bem no sei, Mas tu… tu nada perdeste: Que este mau coração meu Nos secretos escarninhos Tem venenos tão daninhos Que o seu poder só sei eu.

Oh! Vai... Para sempre adeus! Vai que há justiça nos céus. Sinto gerar na peçonha Do ulcerado coração Essa vibora medonha Que por seu fatal condão Há-de rasgá-lo ao nascer: Há-de sim, serás vingada, E o meu castigo há-de ser Ciume de ver-te amada, Remorso de te perder.

Vai-te, oh! Vai-te, longe, embora Que sou eu capaz agora De te amar - Ai! Se eu te amasse! Vê se no árido pragal Deste peito se ateasse De amor o incêndio fatal! Mais negro e feio no inferno Não chameja o fogo eterno.

Que sim? Que antes isso? - Ai, triste!

Não sabes o que pediste. Não te bastou suportar O cepo-rei; impaciente Tu ousas a deus tentar Pedindo-lhe o rei-serpente.

E cuidas amar-me ainda? Enganas-te: é morta, é finda, Dissipada é a ilusão. Do meigo azul dos teus olhos Tanta lágrima verteste, Tanto esse orvalho celeste Derramado o viste em vão.

Nesta seara de abrolhos, Que a fonte secou. Agora Amarás... Sim, hás-de amar, Amar deves... Muito embora... Oh! Mas noutro hás-de sonhar Os sonhos de oiro encantados Que o mundo chamou Amores.

E eu réprobo?... Eu se o verei? Se em meus olhos encovados dera a luz dos teus ardores... Se com ela cegarei? Se o nada dessas mentiras Me entrar pelo vão da vida... Se, ao ver que feliz deliras, Também eu sonhar... Perdida Perdida serás - Perdida.

Oh! Vai-te, vai, longe, embora! Que te lembre sempre e agora Que não te amei nunca... Ai! Não; E que pude a sangue frio, Covarde, infame, vilão, Gozar-te - Mentir sem brio, Sem alma, sem dó, sem pejo, Cometendo em cada beijo Um crime - Ai, triste, não chores, Não chores, anjo do céu, Que o desonrado sou eu.

Perdoar-me, tu?... Não mereço. A imundo cerdo voraz Essas pérolas de preço Não as deites: é capaz De as desprezar na torpeza De sua bruta natureza. Irada, te há-de admirar, Despeitosa, respeitar, Mais idulgente... Oh! O perdão É perdido no vilão, que de ti há-de zombar.

Vai, vai... para sempre adeus, Para sempre aos olhos meus Sumido seja o clarão Da tua divina estrela. Falta-me olhos e razão Para ver, para entendê-la: Alta está no firmamento demais e demias é bela Para o baixo pensamento Com que em má hora a fitei; Falso e vil o encantamento Com que a luz lhe fascinei. Que volte à sua beleza Do azul do céu a pureza, E que a mim me deixe aqui Nas trevas em que nasci, Trevas negras, densas, feias, Como é negro este aleijão De onde me vem sangue às veias, Este que foi coração, Este que amar-te não soube Porque é só terra - e não cabe Nele uma ideia dos céus... Oh! Vai, vai; Deixa-me, adeus!

quarta-feira, novembro 09, 2005

Someone

Hoje conheci uma pessoa. Na verdade, não conheci no sentido de falar com ela a primeira vez, mas no fundo acabou por ser quase uma primeira conversa. A pessoa que eu conhecia hoje fez-me pensar que a verdadeira essência do nosso ser se vê nas nossas criações.

A pessoa que conheci hoje escreve como escreveriam os anjos (caídos, porque esses também são anjos e nunca ninguém se lembra deles). Os nossos olhos ficam presos nas palavras enquanto a nossa alma voa, sentindo que é livre e que os homens não podem fazer nada para a prender.

A pessoa que eu conheci hoje é aquela que eu queria ter conhecido logo no primeiro dia em que a conheci. A que me faz desejar que escrevam também assim, um dia, para mim. a que me faz sonhar com o tempo em que também eu escrevia muito, em que vivia para isso, o tempo em que eu acreditava que era o Amor que me dava a inspiração que precisava, embora eu sempre tivesse a necessidade de ter alguém físico como fonte de inspiração e não me deixasse levar pelos meus modelos imaginário…

E essa pessoa passou, assim, de um momento para o outro, a ser uma pessoa importante na minha vida. Uma pessoa que eu levarei no peito para todos os lados onde for e com quem me preocuparei sempre. Porque as pessoas que não têm medo de partilhar a sua arte com os outros devem merecer um destaque nas nossas vidas. E porque há pessoas que nos conseguem tocar o coração pelo modo como nos tratam.

Surpreendam-se

terça-feira, novembro 08, 2005

Listen To Your Heart

Não… Não adianta… Eu já tentei e não deu… Podem tentar para verem com os vossos próprios olhos, mas é perda de tempo. Quando se quer mesmo uma coisa, não conseguimos fazer nada com qualidade nem nos conseguimos distrair até a conquistarmos. Nem à noite conseguimos ter aquilo a que muitos chamam de sono dos justos, nem de dia conseguimos ter a paz de espírito necessária para sermos felizes.

Acreditem que eu sei do que falo. Agora sinto-me mesmo bem. Parece que subi para um palanque e posso ver o mundo claramente, sem ter de me prender ou ter os meus olhos iludidos pelas criações hipócritas da nossa sociedade. Quando queremos uma coisa temos de decidir se vamos atrás dela ou se partimos para outras paragens. Não vale a pena ficar a remoer sobre o poderia ter sido e nunca foi. Se não deu ou não dá… Paciência! Há mais caminhos.

Talvez esta seja a última vez que vou falar do curso de Medicina (já falei dele aqui?). Quando entrei neste mundo, Medicina era o meu fantasma e eu não estava a tentar fazer nada para me libertar dele. Depois das pessoas que me rodeavam começarem a falar mais baixo, pude ouvir o meu coração, que há muito me tentava dizer que eu não tinha de correr atrás de futuro nenhum porque ele gostava do caminho que estávamos a trilhar…

As dúvidas foram-se todas e para sempre? Não. Nem pensar… As dúvidas ainda são aquilo que nos mantém acordados, que nos faz questionar o mundo e o modo como vivemos, que nos faz evoluir a nível pessoal. As dúvidas vão estar sempre aqui, até porque para piorar as coisas, nem sempre o nosso coração decide utilizar a mesma linguagem que nós. Somos o fruto das dúvidas e delas é constituída a nossa matéria. Não as podemos deixar para trás.

Mas agora, deste sitio onde me encontro confortavelmente, consigo ver que as portas da vida só se fecham para nós quando nós deixamos. Podemos sempre fazer batota e deixar algo a impedir que as portas se fechem totalmente, se isso nos der segurança para avançarmos, por mim parece-me bem…

segunda-feira, novembro 07, 2005

Please, welcome Multimédicos Hipocondriacos

Pois é… Somos nós… (Somos nós, Somos nós, Jornalismo de Letras somos nós… enfim…). E cada vez somos melhores… Pelo menos temos de pensar assim, ou estamos tramados (tramados pode?)

E todas as vezes que penso na minha turma penso logo de seguida “que raio. Como é que conseguimos ser assim… assim… assim… ah, sei lá… assim como somos?”, mas acabo sempre por ter orgulho naquilo que somos, quer em termos colectivos, quer em termos individuais.

Agora o que interessa…

Nasceu (já há algum tempo) o Blog dos alunos do terceiro ano da vertente Comunicação Multimédia (ou será Multimédia da Comunicação? Não, não me parece…) do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, da Faculdade de Letras (Engenharia, Economia e Belas Artes), da Universidade do Porto.

Dá pelo nome de Multimédicos Hipocondríacos e vale a pena visitar (até porque já lá coloquei um post…).

segunda-feira, outubro 17, 2005

Running to suicide

A Lua ia alta nessa noite, na noite em que eu acordei e não sabia onde estava. Olhei em todas as direcções e não conhecia nada. Pela primeira vez tive medo. Não aquele medo parvo que se tem quando se vai ao dentista ou ao hospital. Um medo verdadeiro, um medo de seguir um caminho sem volta, numa estrada onde se circula de olhos fechados e onde não se sente o chão que se pisa.

Nessa noite, tive de aprender o que já tinha esquecido. E reaprender é pior do que aprender, porque ao longo de todo o processo, vão surgindo as lembranças do que um dia já fomos e os motivos pouco lícitos porque deixamos de o ser. As recordações das alturas em que não fomos fortes o suficiente e nos deixamos moldar pela sociedade.

Dá vontade de rir pensar que nos podemos esconder atrás de justificações como “os outros não têm de saber que eu defendo isto ou aquilo, é algo pessoal, privado…” Não! Aquilo que defendemos não tem de viver só dentro de nós! Temos de partilhar com o mundo, com os amigos mas também com os inimigos. Temos de ter orgulho naquilo que gostamos de fazer ou de ser.

O mais importante é andarmos na rua de cabeça erguida. E enquanto tentarmos calar a voz que grita dentro de nós, dizendo para sermos felizes do nosso modo, isso não será possível.

Por isso, se calhar, até ao final do ano de 2005, terão surpresas da minha parte… Surpresas negras…

sábado, outubro 15, 2005

Sanatas

"Deixei tantas coisas para trás o longo da minha vida! Deixei amigos, ideais… Sei lá… É estranho verificar como uma pessoa vai mudando a sua maneira de ser e o mundo que a rodeia. E o mais irónico de todo esse processo é que quase nunca percebemos que somos nós que estamos a mudar.

Preferimos pensar que são os outros que são instáveis e umas autênticas crianças. Pois quando eu for grande, não quero pensar assim. Por agora ainda penso, mas mais tarde vou mudar.

Um dia destes ainda público um livro, "As Crónicas de Sanatas". Mas será que haverá alguém para ler? Não estarão todos demasiadamente preocupados consigo e com a sua própria vida para se darem ao luxo de parar para conhecerem o modo como penso? Se calhar, o meu namorado é que tem razão. Se calhar, o melhor mesmo é viver o momento sem pensar nos outros, no futuro. Se calhar, o melhor é virarmo-nos, nós também, para os nossos mundos e esquecer os outros.

Hoje vi muitas pessoas a chorar. Eu própria quase chorei. Todas nós tínhamos algo em comum, um sentimento que bem ou mal nos unia. E eu não tenho vergonha de chorar quando é preciso.

Se me quisessem descrever, psicologicamente, neste momento, teria de dizer que pareço um farrapo. Um daqueles panos velhos que todos temos em casa, cheio de buracos, já sem a vivacidade das cores iniciais. Um farrapo que vai cumprindo a sua função mas que todos sabem que, mais cedo ou mais tarde, vai ter de colocar um ponto final em tudo.

Não sei, neste momento, em que acredito, se acredito em algo, incluindo eu própria. Sentada a esta mesa, questiono o meu passado recente, as encruzilhadas em que estive, as escolhas que fiz, os trilhos que tracei para mim e para os que me acompanham.

No final, sempre a mesma dúvida: será que vale a pena? Fernando Pessoa diria que tudo vale a pena se a alma não for pequena, mas o que sabe Fernando Pessoa sobre mim? O que sabia sobre si próprio? É giro ir escrevendo umas frases soltas, com uma multiplicidade de interpretações, mas será só isso a vida? A existência? Nem sei o que estou a fazer… Fernando Pessoa é um dos poucos poetas que admiro. Qualquer dia estou a dizer o mesmo de mim. só ainda não o fiz porque existe um fino filamento que me segura aqui, seja lá isto o que for. E são as pessoas que admiro que tecem este fio.

E sei que se um dia acordar e elas não estiverem aqui, ao alcance não de uma mão mas de uma lágrima, então aí sim. Aí estarei perdida, sem volta. Mas até lá, vou remendando os buracos que este farrapo tem.

A vida não é vida sem dois pares de braços. Por um lado temos os braços mais importantes do mundo, que são os braços da pessoa que escolhemos (ou o Destino escolheu por nós) para partilharmos a nossa vida. Aqueles que quando nos abraçam levam para longe os problemas, o universo que nos rodeia.

Aqueles que nos protegem, que estão sempre lá, mesmo quando erramos e não os merecemos. Aqueles que nos fazem acreditar que somos grandes e magníficos, que temos o poder de vencer…

Depois existem os outros braços. Aqueles que não sendo um porto de abrigo para repousar, são as bases onde nos construímos como pessoas. Aqueles com generosidade suficiente para se abrirem e nos deixar voar, ao sabor do vento, não nos prendendo para nos proteger da tempestade.

Neste momento, dois rostos bailam na minha mente. Aos poucos os buracos tornam-se buraquinhos e quase desaparecem. Há anos pensava que haviam pessoas que nos faziam acreditar que é possível ter um mundo melhor. Hoje posso afirmar que tive o privilégio de conhecer pessoas que tornam, efectivamente, este mundo num mundo melhor."

O sorriso é a chave que abre a porta do coração.

Luce

A noite descera cedo. Eram 20 horas quando ele estacionou o carro, com um pião. O automóvel imobilizou-se na entrada principal do edificio abandonado. Saimos tal como tinhamos feito na tarde anterior e fomos para o último andar.

Não sabia o que se estava a passar comigo, só sabia que tinha um aperto no peito, que tinha medo e uma vontade tão grande de chorar que, não vertendo lágrimas, me estava a queimar por dentro. Só colocando a mão no seu ombro me acalmei.

Ele estava lá, ao meu lado, por isso nada de mal me poderia acontecer. Lembrei-me da noite (27 Agosto) em que nos zangamos e ele me disse que ia para lá. Nessa noite sabia que tinha coragem para o procurar lá. Tinha de ter a mesma coragem nesse momento...

Foi assim que percebi que os melhores momentos da minha vida eram aqueles em que ele estava ao meu lado. As noites em que disse adeus ao sono para o poder ver a dormir, como uma criança desprotegida. As vezes em que os seus lábios me tocarame eu perdi todas as noções espacio-temporais...

Foi assim que percebi que aquela podia ser a melhor noite de todas as que passei com ele. E fiz todos os possíveis para o ser... E foi!

E nesse momento percebi também uma das lacunas do meu Espelho. Como podia ele não espelhar a minha felicidade? Como podia ele não falar da pessoa mais importante que tenho na minha vida?

Lord Luciffer

quinta-feira, outubro 13, 2005

Rapidinhas

As férias já acabaram. Pois é… Eu ainda não me habituei à ideia a 100%, até porque em três semanas de aulas só fui a metade das cadeiras, e ainda por cima, são dadas pelos professores que eu já conhecia. Moral da história, ainda não conheci ninguém novo. Para marcar esta nova etapa do Espelho, fiz um apanhado do que marcou os meus últimos dias…

O que se segue não respeita nenhuma ordem de importância ou algo parecido. Apenas tinha de haver um alinhamento de informação e eu fui fazendo-o de acordo com a minha memória.

Nariz 2005: o estado da arte

Há pouco tempo, estava eu à espera na Telepizza de Ermesinde, e a ler o Jornal de Notícias quando li uma peça que falava sobre narizes. Não sei ao certo qual era o título, mas sei que acabei por ler toda a peça. A verdade é uma, nunca pensei que em Portugal se fizessem conferencias para se falar de narizes e da sua estética, mas pelos vistos é o que acontece. E “Nariz 2005: o estado da arte” era o título…

Um problema de Log

Cá no curso utilizamos muito os computadores, que estão ligados a um servidor. Até aqui tudo bem. O problema é que há uma grande inconsistência neste curso, ninguém se entende e quem sofre são os alunos, que saem daqui ainda mais confusos. Ora bem, eu para aceder à minha conta faço logIN, logo para sair deveria fazer logOUT, mas não. Todos me dizem para fazer logOFF. Meus amigos, se eu sou obrigada a fazer logOFF, então não me digam para fazer logIN, mas sim logON. Vamos lá ver se a gente se entende.

Autárquicas

”Sem cidadania participativa hoje não há desenvolvimento possível. Não deveríamos deixar os outros resolver tanta coisa por nós e para nós”. Frase retirada da edição já citada do Jornal de Noticias.

Segurança

Há uma coisa que eu não percebo. (Há muitas, é verdade, mas que raio… porque é que o mundo não é como o jogo da Hello Kitty que a Tânia tem no portátil: fácil?) andava eu nas minhas compras de final do mês, como todo o bom português, e fui para a secção de higiene intima (comprar tampões, mas acho que ninguém quer saber esta parte), quando dou por mim a questionar a finalidade da minha existência.

Se uma semana tem sete dias, porque é que as caixas de preservativos só vêm com seis unidades? É uma injustiça… Muita gente me disse que o Domingo é um dia santo e não se fazem dessas coisas, mas no meio desta história toda, quem tem razão é uma caloira e a minha prima. “Não é suposto durarem uma semana” (caloira) e “As caixas deviam ser de 14 unidades e com prazo de validade de uma semana” (minha prima)

quarta-feira, julho 27, 2005

Rooms to Rent

(Amor Proibido)

Se o coração humano fosse um hotel, eu, a esta altura, estava a alugar todos os quartos. Isto porque poucos são os hóspedes que ficam por muito tempo. O que acontece na maioria das vezes é que, ao fim de algum tempo, as pessoas vão embora e nunca mais voltam.

Todos, mais cedo ou mais tarde, acabam por ir. Todos menos um. Um que dormita na suite presidencial e que paga com sorrisos. Um muito especial que se fosse uma estação do ano seria a Primavera, porque por onde passa deixa um rasto de flores.

Há amores que nos transportam até à Lua e que cantamos aos quatro ventos… E há amores que nos transportam até à Lua e que guardamos no mais profundo do nosso ser, com medo de os perder.

Ao longo de uma vida, vamos saltando de amor em amor, de homem em homem, sem percebermos o que tudo isso significa. Amanhã acordamos em braços diferentes daqueles que hoje nos despertaram e só percebemos a importância da vida quando queremos dormir nos braços que estão fechados para nós.

Olho para trás e vejo que amei e fui amada (nem sempre pelos que amava, mas…) mas só o percebo porque aquele que amo, neste momento, não me ama. Mesmo assim, lembro-me bem do modo como me sorri, como me faz sentir bem quando está por perto, como me fez mudar de homem-padrão…

Todos temos Amores Proibidos, pelo médico de família, pelo patrão, pelo professor, pelo director do jornal, pelo homem casado da nossa entrada, pelo sogro… Se calhar, um numa vida inteira… Mas com toda a certeza, um que nos faz perceber que o mundo é pequeno e cabe num abraço.

Um que nos faz perceber que só o sonho de dois corpos juntos é suficiente para continuar em frente…

terça-feira, julho 12, 2005

Excerto de um Exame

”(…) A verdade é que todos nós temos a nossa vida, o nosso credo, o nosso clube de futebol, a nossa inclinação política, os nossos gostos e desgostos e começamos a construir tudo isso muito antes de nos tornarmos profissionais da Comunicação Social.

O grande desafio que se coloca a cada um de nós é manter esta nossa essência, conjugando-a com os deveres ético-deontológicos inerentes à profissão que escolhemos sem colocar nunca em causa a noção de serviço público, isenção e credibilidade.”

segunda-feira, junho 20, 2005

A matter of sex and glamour

Depois do documentário da VH1 sobre o Império Playboy, fiquei com uma vontade tremenda de conhecer melhor esse mito (“Mas esta rapariga nunca mais vai ganhar juízo?”). Não há ninguém na superfície do planeta que nunca tenha ouvido falar da Playboy ou que nunca tenha tido contacto com um dos seus produtos. A Playboy assemelha-se, assim, a marcas como a Ferrari e todos nós queremos fazer parte desse mundo.

No outro dia, andava eu a navegar na Internet quando dei por mim num site dedicado a Hugh Hefner. Apercebi-me nessa altura do trunfo da Playboy. O seu fundador sempre foi um homem de gosto requintado e soube passar esse requinte para a sua criação. Enquanto todas as outras revistas se preocupam apenas com sexo, o produto de Hugh Hefner tem o cuidado de “vestir” (ou será que devo dizer despir?) toda a sua pornografia de uma espécie de glamour que cativa mais do que o sexo explícito, em si.

Ao contrário da concorrência, o resultado final fica longe de ser bruto ou grosseiro; em vez de chocar os mais sensíveis, acaba por seduzir pela sua Arte. E é de Arte que se trata, porque sexo é sexo, aqui e na China, e se não houvesse uma Arte por traz de tudo o que se faz, todos nós nos lembraríamos das capas da Penthouse (que, mesmo assim, acaba por seguir, em certos casos, um pouco a linha artística, digo eu…) com a mesma facilidade, o que não acontece.

Na papelaria onde vou, estas duas revistas encontram-se expostas lado a lado, mas uma ofusca a outra. A partir de hoje, sempre que estiverem numa papelaria reparem no número de pessoas que olha para a Penthouse e comparem com o número de pessoas que olha para a Playboy (ou tentem reparar primeiro na Penthouse, a ver se conseguem…).

Bunny

E a superioridade da Playboy alastrou-se a todos os sectores da sociedade. Hoje podemos encontrar o coelhinho em qualquer lado: os habituais preservativos (mas aqui até se compreende), os pins, que trazemos na camisola, a mala, onde levamos para a faculdade tudo o que precisamos, e as camisolas que damos às nossas crianças (vi eu, numa loja em Santa Catarina e achei o máximo, afinal “é de pequenino que se torce o pepino”). O que vem a ser isto, então?

Nada mais do que uma forma de nos tornarmos também estrelas da Playboy. Já que nem todas podemos ser capas de revista, ao menos podemos andar por aí a fazer publicidade à marca e assim deixamos de ser “aquela que vimos na FNAC” para passarmos a ser “a da Playboy”. Já que nem todos podemos ir para a cama com as tipas da revista, ao menos podemos andar na rua com uma alusão a esse universo.

Consciente ou inconscientemente, todos gostamos de sexo (se estão a dizer que não, ou mentem, ou nunca experimentaram). A Playboy, no final das contas, acaba por ser um símbolo das sociedades modernas, de luxo, de estilo, da ilusão do desfrute, de pessoas que sabem o que querem e se orgulham disso…

segunda-feira, junho 13, 2005

“Deve estar aí alguma coisa mal…”

Pois. Esta é a conclusão a que todos chegamos quando estamos a trabalhar no Access, queremos preencher uma tabela, depois de criarmos o diagrama entidade-relação, e não conseguimos. O que, às 9h da manhã não conseguimos perceber é que as relações entre as tabelas estão mal feitas. Mas também há uma pessoa que não nos diz (pelo menos não antes de nos obrigar a tentar descobrir sozinhos e arrancarmos alguns cabelos), e essa pessoa é o professor Sérgio Nunes.

Mais uma vez, e para não variar, este tipo de comportamento deixava-me profundamente… furiosa, com vontade de bater em alguém. É sempre mais fácil que nos digam onde nos enganamos, em vez de perdemos tempo a tentar descobri-lo sozinhos. Contudo, tenho de agradecer ao professor Sérgio por não me ter dito como resolver todos os meus erros, porque quando o descobri sozinha senti-me a pessoa mais inteligente da sala (durou pouco, mas foi bom enquanto durou), e ainda não me esqueci do que aprendi.

Formado em engenharia, tanto quanto sei, (os engenheiros estão por toda a parte, são a praga do século, não que eu tenha algo contra os engenheiros…), o professor Sérgio dá aulas ao 2ºAno (CDI e AM). E o mais curioso é que, ao longo de uma ano, dado eu não ter faltado a nenhuma aula das suas, nunca o vi zangado ou de mau humor. Muito pelo contrário, sempre que alguém lhe fazia uma pergunta, ele sorria.

Das duas uma, ou fica todo contente por poder mostrar os seus conhecimentos na área da informática, ou tratam-se de sorrisos do tipo “vilão” (aqueles sorrisos que os tipos maus de Hollywood fazem quando têm um plano para dominar o mundo), por saber que para nos tramar basta o querer. Mas, bem vistas as coisas, se eu tivesse de dar aulas à minha turma, também me ria, de manhã à noite, tamanha é a nossa burrice, e porque não estupidez, no que diz respeito a computadores (falo na maioria, claro).

Devo confessar que de todos os professores e professoras que eu tive até hoje (na faculdade), o professor Sérgio é aquele que eu mais invejo. E a minha inveja é tanta que se ele soubesse, me reprovava, sem olhar sequer para o meu trabalho (o que vale é que a nota de CDI já está segura). E porque é que eu o invejo? Porque gostava de saber tanto como ele e, mais importante de tudo, adorava fazer o que ele faz: dar aulas de informática.

Claro que o professor Alexandre também deve saber muito, mas como eu nunca tive aulas práticas com ele… Falta ver (para crer… Eu também percebo, teoricamente, bastante de genética, mas não me meto num laboratório a fazer experiências. O que é uma pena, mas…). E esta minha inveja/admiração pelo professor Sérgio reflecte-se no meu comportamento nas aulas (não no comer na sala, mas no estar sempre de pé, a tentar ajudar tudo e todos).

No fundo, tudo o que eu queria era fazer com que todos percebessem da matéria e que começassem a gostar do que estavam a fazer e, ao mesmo tempo, ser uma mini-professora. Mas tudo o que eu consegui foi deitar por terra a estratégia do “descubra você mesmo” do professor Sérgio e, hoje, se ele não gostar de mim, não o sensuro…

O nosso tempo nunca é perdido

No início do ano, todos me falaram mal das aulas teóricas de Comunicações Digitais e Internet (CDI para os amigos). Não vou revelar nomes, porque se assim fosse ficava sem espaço e tinha de criar outro Blog. Posso apenas dizer que me deixei influenciar e essa foi a maior asneira da minha vida (ou então a maior deste que entrei no ensino superior, a história do costume…)

Como é que eu posso formar a minha opinião sobre uma pessoa com base no que outros me dizem? (Se bem que se for pela minha própria experiência as coisas não correm muito melhor: nunca gosto de ninguém no início. O que vale é que mudo sempre de opinião…) Neste caso refiro-me à minha opinião errada sobre o professor Alexandre Carvalho.

Posso afirmar que no princípio quase nunca ia às aulas teóricas de CDI. Até que, lá para o meio do semestre, comecei a ir mais vezes e a perceber o universo que gira à minha volta. O problema não é as aulas serem más, porque não o são, muito pelo contrário. O problema é a disposição com que as pessoas vão para as aulas.

Num curso onde três quartos dos alunos não vão para multimédia e onde cerca de 85% não teve matemática e/ou física, é difícil ir a uma aula dada por um engenheiro (que se diz por aí, terem um bocado a mania). A maioria das pessoas que esteve nas aulas comigo não fez um único esforço para tentar perceber o que é que estava a ser dado e achou mais fácil dizer que não percebia nada de informática.

As aulas do professor Alexandre, no primeiro semestre, fizeram-me perceber que os três anos que passei no secundário, rodeada de livros de matemática e resolvendo todos os exercícios de Física que me apareciam à frente não foram perda de tempo e a grande asneira não foi ter ido para Cientifico, mas sim para Química, quando sabia que a minha paixão era a Física.

E, além do mais, essas aulas foram o mais próximo que eu tive daquilo que realmente eu sabia fazer, daquilo que eu percebia minimamente. É giro estarmos rodeados de pessoas que pensam que por virem de Humanidades são mais cultas e vê-las desesperar quando têm de fazer algo básico como saber a diferença entre um cabo simples e um coaxial…

Este semestre, as aulas teóricas de Atelier de Multimédia (AM) começaram muito melhor, porque já não havia o “mito do AVC”, já não haviam ideias pré-formadas… Apenas uma vontade tremenda de saber mais sobre aquilo que nos diz alguma coisa no meio de tanta cultura geral…

“Goticismo: uma cultura imortal”

Uma das coisas mais acertadas que eu fiz na vida (pelo menos desde que entrei no ensino superior) foi ter optado por fazer um trabalho para a cadeira de Cultura Portuguesa Contemporânea. E nada melhor do que fazer um trabalho sobre algo que sempre nos fascinou: Cultura Gótica.

Às vezes dou comigo a pensar que só mesmo eu para conseguir encaixar estas coisas nos programas das diferentes disciplinas… Bem, a professora Conceição Meireles (é dela que trata este post) teve um papel decisivo nisto tudo. Quando apresentei a proposta estava com um bocado de receio dela ser rejeitada, ou ainda pior, ser seguida de um comentário que ouço muitas vezes “Que parvoíce! É sempre a mesma; tenha juízo…”

Mas não… A professora Conceição aceitou a minha proposta e acompanhou-me durante todo o tempo. Pela primeira vez apetecia-me ir a todas as aulas teóricas (também raras vezes voltou a acontecer, mas…) e apetecia-me “perder” tempo a falar com os professores que as leccionavam.

Tenho pena da professora Conceição passar a maior parte do seu tempo em Letras e não em JCC. Sempre a considerei uma professora exemplar, que esteve sempre lá para nós, que repetia algumas vezes a matéria para ter a certeza que nós a compreendíamos, que nunca foi rude connosco, mesmo quando a maioria fazia barulho ou quando, ao meio-dia, já só estávamos meia dúzia na sala (de 4 turmas).

Um dos momentos que nunca me esquecerei desta professora é a morte do Sousa Franco. Soubemos da notícia em plena aula e no intervalo fomos todos a correr ver a televisão (não que isso me interessa-se muito ou que isso tenha alguma coisa a ver com a professora Conceição directamente, mas…)

O outro momento trata-se de uma espécie de carinho que nunca ninguém antes me tinha dito. Estamos habituados a que os outros tenham uma opinião errada de nós e nos julguem pela aparência ao ponto de não acreditarmos que há alguém no mundo que achará graça às nossas escolhas e não nos condenará por elas. Um dia, ia eu falar com a professora Conceição sobre o meu trabalho e ela, em vez de me chamar pelo meu nome, chamou-me de “minha gótica”, mas do modo mais doce que a expressão possa ser dita e fazendo-me acreditar que, afinal, existem pessoas que conseguem ver para além dos estereótipos…

Saber de Experiência feita

Olho para trás e quase não o vejo. Será que o meu primeiro ano em Jornalismo foi assim há tanto tempo? (ou preciso mudar outra vez as lentes?) Do meu primeiro ano, lembro-me das alturas em que pensava que nunca ia gostar do meu curso, lembro-me dos momentos que vivi em Praxe, e lembro-me de dois professores, em especial.

Lembro-me que tinha on-line às 9h da manhã de quinta-feira. Nessa altura, o professor Fernando Zamith ainda me deixava um bocadinho tonta e enjoada, quando se punha a andar em círculos na sala (ou para trás e para frente, o que ainda era pior). (Também nessa altura ainda não conhecia o professor Hélder e achava que todos os elogios que o professor Fernando lhe tecia eram exagerados).

E devo dizer que se por um lado, foi o professor Hélder que me obrigou (sim, porque essa é que é a verdade) a construir este Blog, por outro lado, foi com o professor Fernando que tudo começou…

Era uma bela manhã de primavera. Tínhamos apresentado um projecto para um novo Blog e já tínhamos saído para a rua para fazer as nossas reportagens de estreia. A inauguração seria dia 21 de Junho e o tema seria o Porto. Falo do nascimento da Rosa-dos-ventos, o Blog-jornal da turma 2 do 1º Ano. E que era o pai desse blog? Nada mais nada menos que o professor Fernando

E isso foi importante, perguntam? Foi, pelo menos para mim, que nunca tinha saído para o terreno na faculdade. Pela primeira vez, vi-me na rua, com uma colega que sabia tanto de jornalismo como eu e tivemos de nos desenrascar: fizemos texto, fotos… E se me perguntarem hoje, se aprendi algo durante o tempo que estive na Rosa, eu direi, sem qualquer dúvida, que sim. Estivemos por nossa conta. Experimentamos trabalhar uns com os outros. Experimentamos ser nós a escolher os temas. Organizamos nós as nossas reuniões… Foi giro enquanto durou…

O outro professor foi o Frederico Martins Mendes. Muitos podem pôr em causa a sua maneira de dar as aulas, eu nunca o farei. Não me posso estar a queixar de uma das poucas pessoas que, no primeiro ano, me fez acreditar que um jornalista pode estar ligado às ciências. Ao longo de um semestre (porque é que um semestre dura tão pouco tempo?) diverti-me sempre bastante e sentia que estava no curso de Jornalismo.

“Escrevam um texto sobre o 25 de Abril, com um mínimo de 45 linhas, para entregar no final da aula…” a 30 minutos de acabar o tempo, não custava assim tanto e fez-me sentir o que um dia mais tarde senti na redacção de um jornal de verdade, o que é ter de trabalhar numa corrida contra o tempo, para não se perder a notícia. Foi uma experiência muito gratificante…

E claro que também admiro muito o professor Frederico por, mesmo sem saber, me fazer acreditar que eu tinha algum valor e que sabia escrever, quando outros diziam o contrário. Nunca um “bela reflexão pessoal” me vai soar tão bem…

Tanto o professor Fernando como o professor Frederico marcaram a minha vida pela experiência que me abrigaram (e, mais uma vez, não há outra palavra para substituir esta) a conseguir. Nem sempre um bom professor é aquele que despeja a matéria toda na aula. Obrigar o aluno a mexer os pauzinhos é tão, ou mais, importante que obriga-lo a devorar apontamentos.

O Regresso dos Cromos (no bom sentido, como sempre…)

Para aqueles que julgavam que o curso de Jornalismo só tinha três professores, aqui estou eu, mais uma vez, para falar de outros profissionais que ainda perdem tempo connosco…

Sendo assim, já coloquei o despertador para as 7h (não vá adormecer no computador), já escolhi três músicas para tocarem indefinidamente no Windows Media Player (onde é que eu fui arranjar o vício de ouvir a mesma música vezes sem conta?) e já arranjei a merenda para esta noite… (Não há nada como ver um episódio de Wrestling para nos inspirarmos, quando queremos falar dos nossos professores…)

Agora nada me pára! Vai ser uma maratona…

quarta-feira, maio 25, 2005

1ª Jornada de LJCC

O curso de Jornalismo e Ciências e Comuninação da Universidade do Porto foi fundado em 2000. Cinco anos depois, tiveram lugar as primeiras jornadas de reflexão sobre a licenciatura.

A organização esteve a cargo dos professores Sérgio Nunes, André Almeida, Hélder Bastos e Vasco Ribeiro e tinha como principais objectivos a análise do papel que o curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação tem na Universidade do Porto, como é que o curso está em termos de ensino, qual a situação do mercado para os licenciados no curso e perspectivar o futuro.

As palestras ficaram a cargo de profissionais como Salvato Trigo (Universidade Fernando Pessoa), Rodrigo Viana de Freitas (Central de Informação), Óscar Mealha (Universidade de Aveiro), Nelson Traquina (Universidade Nova de Lisboa), Rogério Gomes (Comércio do Porto), Rafael Rocha (ANJE), entre outros, e ex-alunos do Curso. Ambos tentaram dar uma visão global aos que assistiam do que se fazia em termos de comunicação nos restantes estabelecimentos de ensino do país e de como funcionaria o mercado de trabalho para os recém-licenciados em Jornalismo e Ciências de Comunicação.

No final do dia, concluiu-se, entre outras coisas, que talvez devesse haver uma remodelação no plano curricular e um melhoramento no modo como os recursos tecnológicos são utilizados.

Estas 1as Jornadas foram proveitosas para alunos e docentes. Esperasse que para o ano se realizem as 2as e que as conclusões daquelas que se realizaram este ano produzam algum resultado.

quinta-feira, maio 19, 2005

Novo álbum e DVD a caminho

Depois de andarem em digressão desde 2003, na promoção do álbum “The Antidote”, os Moonspell já têm planos para o futuro.

Example

A banda lisboeta chefiada por Fernando Ribeiro continua com a agenda cheia, a curto e médio prazo. Numa entrevista transmitida no programa “Hipertensão”, da SIC Radical, o vocalista revelou que, durante a digressão, escreveram novas canções e que “lá para Dezembro, o novo álbum já deve estar à venda”.

Outro dos projectos dos Moonspell, uma das bandas portuguesas mais conceituadas no estrangeiro, é a edição de um DVD, que estará nas lojas em meados de Agosto. “Houve um pequeno atraso no envio das imagens do concerto, e, podemos vir a usar também imagens dos próximos concertos.”

A estrutura do DVD já está delineada: imagens de concertos na Polónia, extras de vídeos promocionais e making of, e ainda uma espécie de biografia “mas não do tipo que se costuma ver por aí. Tenciono que seja algo de diferente…”

Outros Projectos

Para além de todos os projectos de colectivo, Fernando Ribeiro continua muito ligado à literatura, sendo agora responsável pela tradução para a língua de Camões feita do livro “Lovecraft”. Já disponível nas livrarias de todo o país, trata-se de um livro de Banda Desenhada inspirado na vida e obra de um dos autores de literatura fantástica mais lido em todo o mundo.

domingo, maio 15, 2005

E a cidade vestiu-se de negro…

…bem… Não foi totalmente de negro, haviam as variadas cores da nossa Academia, mas havia uma grande percentagem de negro. (E ainda bem que não estava um calor abrasador…)

Como todos os anos, na primeira semana de Maio, a cidade do Porto parou para nos ver. Como todos os anos, na primeira semana de Maio, todos os habitantes da Invicta ouviram falar do «modus vivendi» dos estudantes universitários.

Mas este no foi diferente.

Este ano eu já não era caloira, eu já era Puto/Grelada. E, para minha grande surpresa, estava anormalmente… chorona. Não si o que me deu. Passei um ano inteiro à espera da semana da Queima das Fitas, e quando ela chegou, fiquei emocionalmente desequilibrada (se algum dia não o fui).

Na noite da Monumental Serenata chorei como um bebé (já tinha chorado de tarde…), e sem saber se era de felicidade ou de tristeza. A verdade é que, ao ouvir aquelas guitarras, me lembrei de tudo quando tinha feito e do que me tinham feito a mim. Acho que foi nessa hora que senti que tudo o que me rodeava tinha muita importância para mim e que dificilmente me acostumaria a viver de outro modo, e que, mais cedo ou mais tarde, aquelas guitarras se iriam calar.

Esqueçam os litros de cerveja que pensam que bebi. Esta Queima estive praticamente a água, por isso, isto só pode ser verdadeiro. Depois veio a Sessão de Imposição de Insígnias. Como eu queria que a minha madrinha lá estivesse… Nesse dia sentia-me como uma verdadeira cabra, por a ter obrigado a ir lá ter comigo e nem a presença da minha prima me impediu de derramar umas lágrimas.

No dia do Cortejo foi a desgraça total. Ainda não me tinha mentalizado que teria de ir da Restauração à Praça D. João I em cima dos meus super-sapatos da Toga, com a minha super-capa traçada, e gotas de super-suor a escorrerem-me pelas costas. Assim que estávamos a sair, já eu estava a desejar passar a Tribuna. Mas valeu a pena (porque tudo vale a pena se a alma não é pequena. E para aturar tudo o que eu aturo, não só a minha alma tem de ser grande, como a minha paciência…)!

Das noites da Queima recuso-me a falar…

Só me resta falar do futuro. Os pobres dos caloiros acharam que tinha sido dura a Praxe que tiveram depois da serenata, por estarem trajados, mal eles sabem o que os espera… A nós, actuais Grelados, resta-nos esperar por algo, que nós não fazemos a mínima ideia de como será, mas que, tal como tudo até aqui, nos fará crescer (espera-se)…

Dura Praxis, Sed Praxis