quarta-feira, novembro 26, 2008

Porque é que o tempo passa mas há coisas que nunca mudam?

Às vezes irrita-me. Estas coisas dão comigo em doida... Porquê? Porque é que a nossa vida evolui num sentido e, de repente, dámos connosco a pensar em coisas que pensavamos há uns anos, a sonhar os mesmos sonhos, a dizer as mesmas barbaridades? Até parece que nunca saimos do mesmo lugar. Será tal possível?

Tenho andado ocupada, por estas semanas, com o próximo número da Infernus. O XI. Que virá depois do X e antes do XII. O meu artigo ainda me deu muito o que pensar (e escrever), muito o que reclamar, mas acima de tudo muito o que recordar. Recordar um tempo em que nem sonhava com o que sonho agora, mas em que gostava de mais coisas. E com o tempo fui-me esquecendo desses amores, um por um...

Rever os outros textos também me fez lembrar. Lembrar o mesmo tempo. E deu-me a certeza que sentia saudades. Saudades das Teorias de Origem da vida na Terra, que me faziam sentir bem por saber algo de tão essencial. Saudades dos ratinhos que nasciam de uma camisa suja e de grãos de milho. Dos ingéuos e teimosos cientistas da altura. Mas também saudades de ouvir falar dos jornais históricos do mundo, que nos deram o jornalismo que temos hoje, seja ele bom ou mau, porque não é disso que quero hoje falar.

E eu? Eu sonho com o que sonhava quando era semi-puto. Sinto ainda a angustia que senti quando, no final desse ano, percebi que havia algo que não me iria acompanhar daí para a frente. Sinto falta da presença divina que me acompanhou e esteve sempre lá. E sinto a vergonha (que gosto de sentir, por mais estupido que isso pareça) que sentia, e fico com o sorriso nos lábios que ficava em dias de Inverso em que o Sol brilhava.

Não foi esta a vida que eu sempre quis para mim, mas acho que a vida me compensou pelas coisas que eu queria e não tive com outras coisas maravilhosas, que me fazem feliz e dão sentido à minha vida...

domingo, agosto 31, 2008

Be Our Guest

Quando me falam em grandes produções da grade tela eu lembro-me sempre desta cena. O filme é o meu favorito. A música apesar de não ser a mais repleta de significado acaba por ser um ponto de referência para mim. Só me ocorre mais uma palavra: BRUTAL!

sexta-feira, julho 25, 2008

Manifesto Anti-X

MANIFESTO ANTI-X

por Trébas

 

BASTA PUM BASTA!

Uma geração que se deixa programar por XML, XSD e XSL é uma geração que nunca o foi. É um coio de desperdiçadores de tempo, de ingratos e de cegos! É uma resma de pseudo-programadores e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a Geração!

Morra o XSD, morra! PIM!

Uma geração com um XSL a formatar é um script inválido!

Uma geração com um XML a estruturar é um behavior mal aplicado!

O XML é obsoleto! O XML é meio obsoleto!

O XSL poderá utilizar HTML, poderá aplicar CSS’s, conseguirá alterar ficheiros XML, poderá ser alterado por outro XSL, poderá tudo menos funcionar num site Web que é a única aplicação que lhe damos!

O XSD pesca tanto de estrutura que até é preciso validá-lo!

O XML é um intrometido!

O XSD não se compara com a DTD!

O XSL usa tags HTML!

O XML usa nomes parvos para os elementos e atributos!

O XSD é XML!

O XSL é XML!

Morra o XML, morra! PIM!

E o XML tem apoiantes! E o XSD é validado! E o XSL incorpora HTML!

O XML é obsoleto!

Não é preciso muito para fazer asneiras, basta usar o XML!

Não é preciso muito para se ter um erro, basta trabalhar em XML! Basta não ter mais que meia dúzia de regras! Basta achar que se pode programar como nos apetece! Basta ser XSD! Basta ser XSL!

MORRA o XSL, morra! PIM!

O XML foi inventado para provar que nem todas as linguagens servem para alguma coisa!

O XSD é um documento que só manda o XML fazer aquilo que nós também mandamos… mas é preciso dar-nos mais trabalho!

O XSL é um resultado dele próprio!

O XSL em utilidade nunca chegará à genialidade do PHP e em rigor é PIM-PAM-PUM!

O XML em código é horroroso!

O XSD tem os nós mal estruturados!

Morra o XSD, morra! PIM!

O XML é o escárnio da engenharia informática!

Se o XML é uma linguagem de programação eu quero ser designer!

O XML é o pesadelo do programador! O XML é o degredo da W3C!

E ainda há quem não se esconda quando sabe que gosta d XML!

E ainda há que o utilize!

E quem lhe faça as DTD’s!

E quem pense que pode melhorar!

E ainda há quem duvide que o XML não serve para nada, e que só atrapalha, e que nem zero é!

I'm back here to stay like a fungus

Just for spite every day every night you still wonder you wonder
From the ashes I rise by the roll of the dice you'll go under go under
You never realized I'm back here to stay like a fungus that grows on your side
You never realized I won't go away not tonight

I'll never leave you lonely I'll be there tryin' to grab a hold yeah
I'm not the nicest guy you know
You'll never leave me darling now hear my tender warning
I'm not the nicest guy you know aw

You'll see me again in the thunder and rain I come crawlin' I come crawlin'
I've got eyes everywhere from the shadows I stare at you darling my darling
You never realized I'm back here to stay like a fungus that grows on your side
You never realized I won't go away not tonight no no

terça-feira, julho 08, 2008

Alvorada

A vida não segue sempre o rumo que nós queremos, mas isso não quer dizer que os velhos hábitos se esqueçam. E as velhas criações, os companheiros desde sempre ficam sempre na nossa vida. Por isso, mesmo que escreva pouco aqui, escreverei sempre (pelo menos enquanto existirem blog's).

As vidas passam por várias fases. E durante muitos e muitos anos me queixei da minha. Não percebia o que andava aqui a fazer, apesar de nem sempre o dizer e até fazer por parecer o contrário. Ainda hoje não sei exactamente qual é o sentido de tudo isto, mas sei que isso já não importa mais. Já não me interessa o futuro, apenas quero saber do presente. Percebi, finalmente, que o futuro demora muito a chegar e nunca é como nós o imaginamos. Já o presente se não for aquilo que queremos, temos sempre a possibilidade de o mudar. Mas sim, o presente até é mais do que o que eu posso algum dia querer...

quarta-feira, junho 11, 2008

The world is mine

I believe in the wonder, I believe this new life took in, like a God that I'm under, there's drugs running through my veins, I believe in the wonder, I believe i can touch the flame, there's a spell that I'm under, got to fly, I don't feel no shame, The world is mine, The world is mine, The world is mine, The world is mine, Take a look what you've started, In the world flashing from your eyes, and you know that you've got it, from the thunder you feel inside, I believe in a feeling, of the pain that you left to die, I believe in the livin' In life that you give to try, The world is mine, The world is mine, The world is mine, The world is mine, mine, mine, The world is mine, I've lost my fear to what appears, I do my best, the world is mine, you take the price and realise, that's in your eyes, the world is mine, I've lost my fear to what appears, I do my best, the world is mine, you take the price and realise, that's in your eyes, the world is mine, The world is mine, The world is mine

sexta-feira, abril 18, 2008

...eu fiz limonada!

Evoluir é o propósito da vida. Evoluir do ponto A para o D, passando pelo B e pelo C, e aprender a olhar para trás com lágrimas nos olhos, é certo, mas sem pena nem vontade de voltar ao que se era. Odiei. Aceitei. Aprendi a gostar. Gostei. E, finalmente, Amei. Com a fúria dos trovões, as forças das ondas do mar e o ímpeto dos animais selvagens.

Amei com Fúria, com Tristeza, com Paz e Serenidade. Amei quando via, amei quando imaginava. Amei de longe, de perto, por fora, por dentro. Amei em pensamento, em sonho, nunca na voz. Amei em segredo, segredo esse divulgado enésimas vezes. Amei na dúvida, muitas e muitas noites. Mas hoje sei que Amei… (E Amei na certeza)

Sei-o porque me vejo como nunca me vi e sei-o porque sempre tive o dom de me conhecer à distância dos anos.

Amei e não deixei de Amar. Tentei esquecer uma vez. Achei que o tinha conseguido, mas cedo percebi que era ilusão. Foi então que percebi que o Amor (o verdadeiro, o que faz de nós humanos) nunca se esquece. O Amor evolui. Evolui para Ternura. O Amor que se esquece é o que pede e não dá nada em troca. O amor restante é eterno, como os diamantes. Passa, como tudo na vida acaba um dia por passar, mas, ao mesmo tempo, fica até ao final dos tempos. Vêm outros amores, mas os vividos vão ocupando os lugares mais antigos e mais profundos. Hoje Amo novamente. Se com a mesma força e a mesma intensidade não sei, só o tempo o dirá. Mas sei que Amo porque o sinto mais uma vez.

O Amor anterior amadureceu, assim como eu ao longo dos tempos, mas principalmente neste último ano. Esquecer nunca será um verbo que possa usar para me referir a ele. Esquecido nunca será (para o bem ou para o mal). Hoje percebo melhor tudo o que experimentei.

Vivo com um sorriso na alma, mesmo quando os olhos choravam. Superei-me por necessidade, quis ser a melhor, ser um ponto de referência e aprendi a estabelecer metas mais além. Hoje acho-me capaz de olhar para o que fui nessa altura e sorrir com Ternura e Carinho, de o ver (ou algo que a ele pertença) e saber que o meu coração já bateu com força extrema numa situação semelhante. E sei que vou desejar contar-lhe tudo o que me acontece agora e daqui em diante.

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Tenho a certeza que vou desejar tê-lo na primeira fila no meu casamento, a sorrir para mim como sempre sorriu. Vou desejar tê-lo com os meus filhos ao colo nos seus aniversários. Vou desejar tê-lo para sempre no meu caminho. Talvez não como o Homem da minha Vida que ainda é, ou talvez sempre como o Homem da minha Vida que um dia foi. De qualquer forma, tê-lo-ei sempre e isso continuará a fazer das minhas batalhas etapas simples e facilmente ultrapassáveis e das minhas guerras vitoriosas troféus de valor incalculável.

Desejarei, mais do que qualquer coisa, que as minhas filhas encontrem um homem como ele e que os meus filhos sejam o que ele foi para mim para alguém neste mundo. E se no final alguém de acusar de ter desistido responderei com uma gargalhada.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Visions of Paradise

Há fases e fases. E ainda outras fases, que não sendo nem iguais às primeiras nem às segundas, acabam por ter um pouco delas em si e serem totalmente diferentes.

Um novo ano teve início este mês. Um novo ano em que tenho muitos meses e ainda mais dias pela frente para fazer tudo aquilo que sempre desejei fazer. Mas não sei porquê sinto uma descrença no mundo... como se nada valesse a pena, como se os meus esforços fossem apenas motivo para outros rirem, como se tudo podesse ser feito por outro alguém e ainda melhor.

Acho que a culpa é do Natal e da crença súbita numa espécie unida e capaz de trabalhar em conjunto, para atingir os seus objectivos. A culpa é de Dezembro, com todas as suas noites frias em que temos o calor de alguém ao nosso lado e até pensamos que temos o mundo nas mãos. A culpa é de, pelo menos uma vez no ano, alguém nos fazer acreditar que o nosso caminho não tem de ser cravejado des espinhos. A culpa é nossa que deixamos, que baixamos as defesas e acreditamos, amamos, cedemos, dividimos.

No mês passado tive uma festa da empresa. Senti-me mal. Percebi, finalmente, que aquelas são as pessoas qeu me divertem e me fazem desejar morrer, ao mesmo tempo. No Natal o Herculano deu-me um livro; um livro lindo sobre sonhos e como perceguir os nossos sonhos. Ontem tivemos uma reunião e ele gozou com as minhas prioridades. é deste tipo de coisas que falo, são este tipo de coisas que me deixam reticente e triste e feliz e o diabo a quatro...

E depois há o meu homem, o homem que mais me faz feliz no mundo, que me faz uma pessoa especial. e os meus amigos, que apesar do tempo continuam aqui e ali, sempre, para sempre. E a família, que ou sempre percebeu ou começa a perceber o que me move e me faz correr até determinado sítio. E não posso esquecer a Infernus, que tem feito de mim alguém mais responsável e mais loucamente imaginativa...

há medida que fevereiro se aproxima, sintou ma nova vaga de mim e daquilo que os outros conhecem em mim...

quinta-feira, dezembro 13, 2007

A esperada

Gostava de partilhar convosco uma foto que me trás muito boas recordações. Um dia em grande, porque quando queremos, o mundo pode ser aquilo que queremos que seja.

quarta-feira, novembro 28, 2007

When You Love Someone

terça-feira, novembro 06, 2007

Amélia em mim

Cabelos côr de viúva
Cabelos de chuva, sapatos de tiras e pões
Quantas vezes não queres e não amas
Os homens que dormem...
Os homens que dormem contigo na cama*

Às vezes penso se não seria melhor… Não sei… Se não seria mais simples ser uma simples prostituta. Se ele não olharia finalmente para mim, depois de todos estes dias que juntos já fazem mais que três longos anos. Três longos anos em que o Sol brilha e escurece sem pedir autorização, sem me preparar para tal.

Porque é que em Hollywood as prostitutas acabam sempre com o senhor bem sucedido, felizes, com o brilho nos olhos que eu só tenho raramente? Será que ao saber finalmente que a minha pele existia para ser percorrida por outra e que o era por desconhecidos… Será que mesmo assim este a quem conheço melhor do que a mim, mesmo sem nunca ter conhecido, me continuaria a desconhecer?

Por certo iria ver o seu rosto em todos, sentir o toque das suas mãos nas mãos que nenhum dos dois conhece, mas não é já isso que acontece? Já não é em si que penso sempre que outros lábios se encostam aos meus? Não é por ele que corre um mar de lágrimas no mais interior de mim, por saber que me bastava um décimo do amor que outros me têm, desde que viesse do seu espírito?

Amélia dos olhos doces
Quem dera que fosses apenas mulher
Amélia dos olhos doces
Se ao menos tivesses direito a viver*

Vou enganando a existência, sorrindo para um mundo que me prefere ver a chorar (ou devo dizer ‘porque o mundo me prefere ver a chorar’?), adiando uma morte certa, preferindo acreditar que melhores ventos virão e que esses ventos me levarão para longe do local onde me encontro hoje. Talvez um dia seja forte o suficiente para colocar um ponto no I (poente), dizer o que no meu coração já todos lerão. Ou então acabar com tudo e esperar por uma nova existência, num outro corpo, desejando amar os homens que venham a dormir com ele na cama.

* versão TUIST

quarta-feira, outubro 31, 2007

Lost

A minha vida está estranha. Parece que estou a viver aquela vida que eu sempre disse que não queria viver. E o pior é que não estou a ver o que poderei alterar, ou como o poderei alterar.

Todo este mês passou sem aqui nada escrever, ams o dia de hoje não poderia passar em branco (e vermelho). Sim, é hoje o dia das bruxas, mas para mim ainda continua a ser o dia em que tudo é permitido, um dia que não pertence nem a uma ano nem a outro, um dia de transição. Amanhã um ano novo terá início e com ele pretendo mudar outras coisas que têm estado menos bem comigo. Só ainda não sei se está será mais uma promessa vã como tantas outras.

De qualquer modo, fica aqui o desejo de mudar e uma simples ideia:

"Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí"

sexta-feira, setembro 28, 2007

Cross road

Estou a tentar seguir em frente, esquecer o que me aprisionava no passado, mas não está a resultar. E não resulta porque no fundo eu não quero esquecer aquilo que vivi, nem quero alterar o que sinto em relação a certos e determinados assuntos. As pessoas que me rodeiam podem não perceber, mas é essa a verdade (e para piorar a situação estou a sorrir neste momento, ao afirmar isto). 

A vida é como as marés. Há alturas em que se vai enchendo e nem damos por isso, até que um dia nos levantamos da toalha estendida à beira mar para ir molhar os pés e percebemos que temos de andar muito pouco. Outras alturas, ao levantarmo-nos, percebemos que se foi esvaziando e que aquilo que queremos está muito longe de nós. Alguns desistem e voltam a deitar-se; outros sabem que o querem mesmo e andam longas distâncias até lá chegar. Há ainda aquelas alturas em que estamos deitados e a água vem ter com os nossos pés, uma onda bem maior do que as outras, mas também mais efémera, que muda o nosso comportamento de imediato, mas que algum tempo depois não passa de uma lembrança.

As pessoas e os sentimentos que elas nos despertam são como as ondas. Por mais triste que esta constatação me faça sentir não a posso negar. Não queria magoar-me nem magoar ninguém que estivesse perto de mim, mas há coisas que não se conseguem evitar… 

quarta-feira, setembro 19, 2007

Mc PERFECT – I’m loving it

O trabalho custa a todos, teria de custar a mim também, mas pelo menos eu ainda consigo ter aquele sorriso nos lábios que quem me conhece sabe identificar. Nem todas as pessoas que trabalham comigo são ainda capazes de o fazer, com muita pena minha. Sempre que estou perto deles tento cultivar esses sorrisos, mas muitas vezes é impossível. De qualquer forma eu continuo feliz. (se calhar a felicidade é uma questão de teimosia, como eu sou teimosa, teimo que tenho de ser feliz e pronto, não há muito mais a fazer…)

Estou a trabalhar no Mc Doanlds do Via Catarina e, ao meu lado, tenho pessoas muito diferentes de mim, que eu não sei ainda se compreendo, mas que já me conquistaram. Ando nesta coisa dos hambúrgueres há pouco mais de 15 dias (bem feitas as contas, tirando os dias em que estive de folga, estou lá há precisamente 15 dias, mas…); às vezes os gerentes confiam demais em mim e isso deixa-me feliz, por um lado, mas mais preocupada com o meu desempenho, por outro. Às vezes, na hora em que estou a trabalhar sinto-me perdida e burra; às vezes, na hora da refeição, sinto-me deslocada e uma intrusa. No final de tudo, sinto-me bem, porque estou a sobreviver.

Além de ganhar dinheiro (sim, é verdade, no meio de todo o meu idealismo inesperado ainda mantive o meu capitalismo habitual e trabalho pelo dinheiro), estou a ganhar uma outra coisa muito importante que a minha mãe jurava que eu nunca iria conseguir: responsabilidade. Estou a sentir-me mudar, também, para uma outra coisa que ainda não sei se quero muito, mas serão, por certo, apenas meros sintomas secundários e passageiros. Amanhã será possivelmente a minha segunda grande prova de fogo e estarei pronto para lutar com todas as minhas forças, porque desta vez é a sério, há um mestrado para pagar.

Por fim, deixem que vos diga que gosto muito da sande Too Cheese, que leva molho chedar, tomate, queixo chedar e ainda queijo chedar maduro (aquele que parece manteiga e que apetece mesmo mandar à cara do gerente do nosso turno, sabem?), e podemos sempre trocar os ingredientes, porque, no final das contas, a vida só não é perfeita porque nós não queremos. =D

quarta-feira, agosto 22, 2007

Maturidade

Hoje quando vinha para a FEUP lembrei-me de uma coisa: se calhar as ideias exigem um nível de maturidade para serem compreendidas.

Se calhar as ideias são como aqueles itens dos jogos, que dão poderes especiais mas que exigem uma determinada qualidade no nível X. Quem é que nunca passou por isto? Há muitas alturas na minha vida em que me dizem algo, que eu ouço (ouço mesmo, juro), mas que não entra na minha mente e não sabia porquê. Mas agora, parece que tudo começou a ficar mais claro.

Há um tempinho atrás (dois anos, mais coisa, menos coisa), estava eu no gabinete 9 do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação quando ouvi uma voz que me dizia que, já que eu gostava de Genética e Biologia, podia entrar nessa área trabalhando em Multimédia. Nessa altura, ouvi e recusei: 'não é isso que eu quero'. Ontem, olhei para um cartaz e pensei 'E se eu trabalhasse em Multimédia em projectos ligado a Genética e Biologia?'

Nunca fui uma boa medium (apesar de às vezes achar que o sou em demasia, mas isso agora não interessa nada). O Egas disse-me, há um tempinho, estavamos nós nos jardins do Palácio, que tu tem a ver com frequências e percebo agora que eu e aquela voz de há dois anos (mais coisa, menos coisa :P) não estavamos na mesma frequência (se é que algum dia estivemos ou viremos a estar). A minha maturidade não era por aí além, não consegui apanhar a ideia e penso quantas outras ainda me faltam apanhar...

terça-feira, agosto 21, 2007

Marilyn Manson

Antes de mais quero agradecer ao Danilo por existir e ter um Blog e ao Bruno por ter o mesmo Blog e escrever lá.

Agora:

Sabem quando um ser humano deixa de o ser para ser um conceito? Quando as células de um organismo deixam de constituir um Homem e passam a constituir uma obra-prima com vida? Algures na distância entre os animais e os deuses, mas mais perto destes últimos? Ora, o conceito, a obra-prima e o semi-deus vêm a Portugal, tudo junto numa só noite, num só espaço, numa só forma de vida.

Pois é, Marilyn Manson vem a Portugal para mais um concerto. Aposto tudo o que tenho em como vai ser a noite mais mágica da capital, em como as estrelas se vão alinhar de forma perfeita no nosso céu só para ver o astro-rei actuar. E todas as palavras são poucas para descrever como me sinto, neste momento e desde esta tarde.

O conceito

Marilyn Manson. Tudo pode ser dito nessas duas palavras e nunca mais nada fará tanto sentido. E no dia em que o corpo celeste se eclipsar a Humanidade saberá nunca mais vai ser a mesma. A Lua deixará de ser o que nós hoje conhecemos, no manto azul sobre nós, à noite, deixarão de haver estrelas com brilho. Vestiremos a nossa melhor roupa nesse momento, pentearemos os nossos cabelos da melhor forma possível. Ergueremos as nossas cabeças a um céu que não mais o será e sorriremos com a dor que nos golpeará o peito e nunca passará.

No nosso sorriso vamos colocar tudo o que de melhor construímos na vida e iremos dizer adeus da forma mais sentida, escrevendo mensagens de eterna saudade com o nosso sangue nos muros, até não sobrar nem uma gota. Depois de nós, toda a natureza irá também. As águas dos rios, mares e oceanos iram rumar ao vazio e desaparecer. As plantas soltarão as suas raízes e caminharam para o fim comum.

Até lá, o planeta continuará a sorrir, com a glória e o esplendor da eternidade efémera que o mudou para sempre.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Harry Potter

Toda a gente gosta de Magia. Porquê? Ora, porque envolve forças que nunca ninguém conseguiu dominar por completo, é um assunto que entra numa área desconhecida para nós, nós seres humanos habituados a dominar tudo à nossa volta. Há quem tema a Magia, quem a venere. Eu respeito-a. Outros existirão que pensam que ela pode resolver todos os nossos problemas.

A verdade é uma: este mundo onde vivemos não é o mesmo do Harry Potter. E acreditem que me custa muito admitir que se for à Câmara Municipal não irei encontrar o Lucius Malfoy. Eu sei que gostaríamos de ter uma varinha daquelas [eu gosto mais das que se vendem no Mundo Místico (passo a publicidade), mas…], agitá-la no ar e dizer duas palavras em latim. E, na realidade, até podemos, o problema é que em vez de golpearmos a pele de quem nos irrita só lhe estaríamos a dar um motivo (muito bom, na minha opinião) para se rir.

A Magia que está ao nosso alcance é um pouco mais demorada e menos espalhafatosa. Não se pode ter tudo e ainda bem. Imaginemos o que seria viver num mundo onde as pessoas pudessem levantar um pau e mover energias como quem, actualmente, aperta os cordões dos sapatos. O resultado imediato que me ocorre é desequilíbrio, mas muitos outros se seguem.

Eu sei. Também gostava de ter ido com alguns professores para uma masmorra, de ter um GIF animado na mesinha de cabeceira ou poder ir berrar e partir coisas para o gabinete do Rui Centeno (aka director de Jornalismo e Ciências da Comunicação). Ter uma tatuagem que se mexe no braço e poder colocar uma marca verde por cima da minha casa para a Marta não se perder. Mas não posso e como tal contento-me com a Magia mais tradicional (sempre é melhor que nada).

segunda-feira, julho 16, 2007

Hoje

(um hoje que é mais ontem, mas que só agora pode ser aqui escrito)

Hoje acordei, depois de uma vida inteira a dormir. Acordei para um novo ano que começou há pouco, que eu queria diferente, mas que me parece igual aos outros. Durante 20 anos desejei o mesmo: desejei encontrar o meu anjo caído. Agora encontrei-o e sei que é ele, só pode ser. Nesses 20 anos que passaram tive tempo para pensar em todos os momentos que passaria ao seu lado, em todas as frases que diria, nas que ouviria, nos movimentos, nos suspiros.

Contudo, ninguém me avisou que o meu anjo caído seria imprevisível e que nunca nada seria como eu sonhara. Os meus sonhos de ser tratada como uma rainha (que outros me tinham feito sonhar) não foram arruinados, mas estão agora tão longe que já nem os sinto. Não passam agora de uma memória e de uma promessa, muito vaga, para um futuro distante.

O caminho parece ser tão longo e penoso. Só vejo Trevas e só sinto espinhos cravados no meu coração. Quando estou ao seu lado, tudo parece brilhar. No início eu sentia-me única, o meu sonho realizou-se. Mesmo quando as coisas não eram como eu sonhava eram boas. O tempo passou e as coisas foram arrefecendo.

Quando a noite cai sobre a minha alma já não me sinto desejada e penso que apenas me toca como se me estivesse a fazer um favor…

terça-feira, julho 10, 2007

A igreja deturpou o que nós somos

Pergunto-me se é verdade, se realmente foi a igreja que deturpou a imagem do satanismo ou se foi o Satanismo (dito Moderno, que, apesar de pessoalmente não concordar com a designação, vai ser a usada para melhor me expressar) que optou por usar a mensagem deturpada. Recuando no tempo, posso ver que a igreja apareceu ainda os séculos não chegavam às dezenas e desde sempre usou a imagem de um ser malvado para se afirmar. O Satanismo conta com 40 anos.

Ser satanista é acreditar que não existe nenhum acima de nós, ser elitista, ser hedonista, mas dizer tudo isto é bem diferente de dizer ‘Sou Satanista’. Porque se eu disser que sou hedonista por certo existirão pessoas que me iram responder ‘eu também’, enquanto que dizer que sou satanista implica manifestar a vontade de entrar numa guerra, que todos sabem que existe, mas nem todos têm coragem de a fazer sua.

Quando Anton LaVey fundou a CoS, ao escolher o seu nome sabia o que iria começar. Nem irei discutir se o fez bem ou mal, porque seria afastar-me do tema principal e acrescentar redundância àquilo que me considero ser. É um facto e todos aqueles que acreditam no Satanismo e se dizem satanistas sabem do que falo (acho eu...). Está implícito um orgulho na palavra Satanismo que nenhuma outra possui, que torna também o seu uso tão importante.

Não acho que a igreja tenha deturpado o que é o Satanismo Moderno de um modo em particular, mas sim que sermos olhados de lado quando andamos na rua (sem razão nenhuma, eu sei, vocês sabem, mas as restantes pessoas parecem não saber) foi um caminho escolhido por cada um de nós. E sim, a igreja não ajuda.

segunda-feira, julho 02, 2007

Who's your daddy, bitch, who's your daddy?

Está música é simplesmente fenomenal, pelo som e pela letra. Não consigo parar de rir sempre que a ouço...

Oh! Yeah, yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah, yeah

All the vixens stand in line
Waiting for my fright night
Be the new flesh for the sacrifice

Screaming out the mating call
I've become the lord of love

I break your will
I'll break your will for good
I treat you like a brute

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who puts you in your place?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Surrender and obey, who's your daddy?

Oh! Yeah, yeah, yeah, yeah

She's a battle-ax in pinstripes
Get ready for your prime time
Max out the triple-X-drive

Screaming out the mating call
I've become the lord of love

I break your will
I'll break your will for good
I treat you like a brute

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who puts you in your place?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Surrender and obey, who's your daddy?

Get down, get down
Lay down, lay down
Stay down, stay down
For daddy

Get down, get down
Lay down, lay down
Stay down, stay down
Uh! Uh!

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who's your daddy,
Girl, who's your daddy?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Who keeps you in line?

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who's your daddy,
Girl, who's your daddy?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Who keeps you in line?

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who puts you in your place?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Surrender and obey, who's your daddy?

Who's your daddy,
Say, who's your daddy?
Who puts you in your place?
Who's your daddy,
Bitch, who's your daddy?
Surrender and obey, who's your daddy?