segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Please, Don’t try this at home

“Ossos partidos. Ombros deslocados. Carreiras terminadas num instante. Sim, isto é entretenimento, mas os perigos são reais”

(e agora os mais cultos pensam “Aí vem mais uma dose de wrestling!” Lamento…)

Ontem, quando sai da prisão domiciliária (e, ao mesmo tempo, refugio desejado,) que é o meu quarto, ia na direcção da cozinha e olhei para cima da mesa (da sala). Noticias Magazine nº 666, dedicada ao diabo, com um pentagrama satânico na capa.

1º Pensamento: “Estes jornalistas profissionais estão a perder criatividade e tornam-se previsíveis.”

2º Pensamento: “Será que, desta vez, foram falar com as pessoas certas?”

3º Pensamento: “O coelho e as batatas estão frios. Devia ter vindo almoçar mal a minha mãe me chamou…”

Na parte da tarde, mais uma vez trancada no quarto, com as persianas fechadas e sob a luz do monitor, comecei a ler a revista. Passei-me! Como era possível que alguém que conhecia a filosofia de LaVey podia matar animais em rituais? (Aconselho todos a ler a dita revista, caso contrário não me percebem)

Para mim está completamente fora de questão tirar a vida a um animal (e acreditem que conheço pelo menos um em JCC que bem o merecia). Acusem-me de tudo o que quiserem, mas não me entra na cabeça matar um inocente, muito menos para oferecer a sua energia a um ser que nem se sabe se existe (deus ou diabo).

Tenham lá paciência, mas não me consigo convencer do contrário!

(Maldito hábito de começar com um tema e acabar com outro! Tenho de cortar com os Simpsons…)

sábado, fevereiro 26, 2005

TJ

Teoria de Jornalismo? Bem podia. Falar da helena Lima e das teorias que "aprendi" no primeiro semestre. Na confusão que foi assimilar tudo o que estava a experimentar e que era tão novo e que, de repente, sem me aperceber, me tornou numa pessoa diferente.

Falo do Ensino Superior e em tudo o que ele abranje: faltar às aulas, estudar na véspera do exame, ir a poucas festas mas beber como se não houvesse amanhã, andar em Praxe e acreditar que é por causa dela que não se desiste de um curso aborrecido e só nos lembrarmos que o Ensino Superior existe para tirarmos um curso quando nos perguntam "Tás a tirar o quê?"

Mas TJ também pode ser Testemunhas de Jeová. Que também me deixam confusa, porque acreditam e defendem aquilo em que acreditam. Que me deixam confusa porque acreditam em coisas que para mim têm um significado diferente.

Já acreditei que Satanás era mau e não gostava dele. Já acreditei que Satanás era mau e venerava-o. Já acreditei que Satanás não existia. E agora? Agora não sei, estou confusa.

Conheço pessoas que me dizem coisas em que acreditam (porque “está escrito”) mas que tenho dificuldade em ver do mesmo modo.

Sim, Ana, votei e continuo a pensar que importante a vida política. Sim, continuo a acreditar na teoria neo-darwinista e que o meu antepassado era parecido com um macaco. (Sinceridade acima de tudo… e acima de todos, para contigo)

Contudo, há outras coisas em que já não estou tão certa. E isso é bom… É da dúvida e da confusão que surgem os diferentes caminhos que podem ser seguidos… (e ainda me faltam muitos capítulos)

domingo, fevereiro 20, 2005

Can I come on in, my sweet baby, can I move on in

You got yourself some action
Said you got your sexy Java
You got your speed connection
Free chat, fuck that, get a little harder

You got yourself a big bed
You shoot off, but take your time
In the house with a bitch and a mouse
And your daddy’s plastic, how fantastic yeah

I’ll be your sexual freak, of the week
I’ll be your inspirational brother, yo momma can’t you see
I’ll be your sexual freak of the week
I’ll be your educational lover, your one fuck fantasy

Eis um homem que nem me aquece, nem me arrefece. (É verdade que existem, por esse mundo fora, muitos homens que não me aquecem, nem me arrefecem e que eu até nem me importava nada que me aquecessem, mas não é o caso…)

Eis uma música que não me tornou numa pessoa pior, mas também não me tornou numa pessoa melhor.

Eis um post que poderia ser muito mais rico em termos culturais e não o é. Mas não o é por opção, não por distracção. Os mais distraídos perguntaram se existe alguma diferença. Claro que existe. Por exemplo, eu entrei em Jornalismo por opção, e não me voltei a candidatar a medicina por distracção…

The end

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

"Aí, tenho que vocês foram mal habituados..."

Pedro Costa. Nacionalidade portuguesa, (se tal é possível a um engenheiro). Professor de Informática. (ex-) Dirigente do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação. Responsável por muitos alunos começarem a gostar do curso. Procurado pelas altas entidades. Quem conhecer este indivíduo deve proceder do seguinte modo:

1) Não entrar em pânico.

2) Afastar-se. (O indivíduo em causa é portador de uma simpatia contagiante).

Se possui os seguinte sintomas, (ou já possuiu desde que entrou no ensino superior):

a) Boa disposição nas aulas de TM;

b) Um gosto por computadores, mesmo que nem saiba o que é um bit;

c) Sentir-se bem na companhia de um professor;

É provável que seja tarde de mais para si. Nestes casos, o melhor a fazer é:

1) Manter a calma.

2) Tentar, a todo o custo, manter a amizade que criou com ser tão invulgar, e ao mesmo tempo, tão especial.

Dica: continuar inscrito no primeiro ano até os filhos do Duque de Bragança serem avós, (para muitos não será assim tão complicado, e vejam as coisas pelo lado bom, podem vir a ser veteranos ou, quem sabe, DUX FACULTIS)

Pedro Costa, um homem que sabe o lugar que tem na sociedade. Um professor que sabe cativar os alunos, que eu nunca vi zangado, (que não sei bem o que faz durante todo o segundo semestre). Esta era a parte em que eu dizia “E, para terminar, devo confessar que nunca faltei a uma aula teórica de Informática, mas que não ia por gostar muito da matéria (que nem sequer percebia), mas para ver o professor a rir-se”.

Depois de muito pensar, achei que não devia dizer uma coisa dessas num Blog que pode ser visto por todos. Assim, optei por terminar deste modo:

SALVE VETERANORUM, LITERAE PRAXIS LAUDAT!

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

“Aqui encontramos o Sossego…”

A figura que hoje vou comentar dá pelo nome de Hélder Bastos (sim, aquele que até já escreveu um livro sobre comunicação na Internet, acho eu, quer dizer pelo menos pelo titulo parece, não que eu me esteja a lembrar exactamente do titulo, não li o livro, mas…)

Nem sei por onde começar… Quando saíram os horários, fiquei um pouco chateada por ver que a cadeira de On-line não me seria leccionada pelo professor Fernando. Mas com o tempo acabei por me habituar à ideia, que não era má de todo, até que cheguei a uma altura em que já não seria capaz de escolher um dos dois.

Se não fosse o professor Hélder, possivelmente este Blog não teria nascido. Ou talvez tivesse, mas nunca seria o que é hoje. Se não fosse o professor Hélder nunca me teria importado em fazer uma pesquisa sobre as semelhanças (ou diferenças) entre um Blog e a prática jornalística.

Por tudo isto, se algum dia eu decidisse que o meu Blog necessitava de um padrinho (estou a tentar implementar a ideia de que quando um Blog nasce deve ser apadrinhado, ou amadrinhado, e até já tenho um Blog afilhado…) esse padrinho seria o professor Hélder Bastos, que no fundo acaba por ser um semi-padrinho, já que esteve na sua génesis Não por me dizer que a minha reportagem está assim, assim, que deveria ter mencionado os nomes das pessoas que citei no trabalho sobre Jornalismo e Blogs ou que estava reprovada se desse mais algum erro, mas por ter dito tudo isto de uma maneira que me fez rir e ter vontade de continuar na blogosfera.

O professor Hélder Bastos será sempre lembrado como o professor que numa aula me perguntou porque é que eu estava vestida à Batman, e que quando lhe falei em Praxe nocturna ele pensou que de copos se tratasse. Mas também será sempre o professor que me ofereceu porrada numa aula, supostamente off-line, só por eu estar a mexer nos botões do monitor (e a prejudicar a comunicação na sala, mas isso…).

E com este tempo de convivência, dou razão a uma pessoa que uma vez me disse que este professor tinha “pinta”. É um facto. Ainda não percebi a que pinta conhecida se assemelha, mas está muito vincada a um grande sentir de humor e boa disposição. Mas esta é a minha opinião, claro, e como diria o Buraco “opinions are like ass holes, everyone has one”.

Gostava de ter tido mais aulas de On-line porque, se por um lado, não temos tempo suficiente para aprendermos o que seria bom, por outro, duas horas por semana não dão para os alunos conhecerem muito bem os professores, o que eu acho ser muito importante para a nossa formação, principalmente docentes formados em Jornalismo como é o caso da pessoa em questão.

E, antes de terminar, queria tecer umas últimas linhas numa espécie de comunicação interpessoal (que não o chega a ser em concreto) dirigida a este SENHOR do Jornalismo, que se seguiu o meu concelho/pedido está a ler, já leu, ou vai ler, estes poucos caracteres (menos de 5000 porque não se trata de um trabalho “encomendado” por ele).

Caro professor Hélder Bastos,

Venho por este meio pedir-lhe que continue a dar as aulas da maneira como deu à turma 2 do actual 2º Ano, porque eu ainda não tenho a certeza se passo ou não e temos de pensar sempre no pior. Já dizia a minha avó que mais vale prevenir do que remediar. E queria ainda propor-lhe um negócio.

Com esta minha ideia (genial, diga-se de passagem) de apresentar ao mundo os professores do nosso curso, eles vão ser conhecidos por todos os que me seguem e como tal vão acabar por ficar famosos. A minha ideia era lançar, depois, lá para o segundo semestre, uma caderneta de cromos de JCC (“cromos” no bom sentido, sempre), cromos esses vendidos em saquetas, quatro unidades em cada uma para o produto das vendas ser aceitável (e nunca disponibilizamos ao público um, para que este continue a comprar os nossos cromos ad eternum). Mas não tenho como conseguir fotografias e dados pessoais dos professores, e é nessa parte que o professor entra.

Como estou numa maré de generosidade, disponho-me a dar-lhe até 20% dos lucros. Pense nisso e depois diga-me alguma coisa…

E para terminar, que se está a acabar o tempo de antena, o Espelho agradece ao seu semi-padrinho as palavras de apoio e incentivo, sem as quais se teria ficado por uns míseros três post’s, como a maioria.

Próximo Episódio: Pedro Costa

(se não me proibirem de continuar a publicar sobre este tema)

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Psicossociologia da Comunicação

O objecto da Psicossociologia da Comunicação é, acima de tudo, o ser humano… Podia ficar aqui algum tempo a tecer comentários e a expor a matéria da cadeira de Psicossociologia da Comunicação, do Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Não o vou fazer! (Posso é depois deixar um ficheiro em formato digital, em anexo, com os apontamentos para quem estiver interessado…)

O que vou falar em relação a este tema é da pessoa que durante um semestre nos tentou transmitir, o melhor que sabia, os seus conhecimentos, e verdade seja dita, soube desempenhar a sua função de uma forma exemplar. Falo do professor universitário Jorge Marinho, licenciado em Jornalismo como nós ansiamos um dia vir a ser.

(Vou hoje começar uma série de artigos de opinião tendo como tema os professores do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, da Faculdade de Letras, da Universidade do Porto. E por falar em ‘da Faculdade de Letras’, afinal JCC é Letras ou não? Quando decidirem alguma coisa gostava de saber…)

É um dado adquirido que o professor Jorge Marinho não é como os outros professores. Para mim isso não é mau, muito pelo contrário. De todos os professores que por mim passaram, ele é o mais justo e o mais verdadeiro. Não quero dizer que os outros não o sejam, mas o professor Marinho sabe sê-lo de uma forma diferente.

Claro que a imagem de marca deste profissional é o tom coloquial com que dá as aulas, mas isso não nos faz sentir desconfortáveis, a mim não. Lembro-me como se fosse hoje da aula em que ele me pediu para me levantar e de seguida me pediu para sentar, só para explicar como os estudos de Pavlov se aplicavam à Comunicação, e da aula em que ele pediu a uma rapariga para sair da sala e voltar a entrar. Não é que estes momentos sejam de grande importância para o nosso estudo, mas graças a isto ainda sei que numa entrevista as perguntas funcionam como estímulos e que quando vemos uma pessoa pela primeira vez primeiro reparamos na aparência geral.

No início do ano comecei por pensar que o modo como o professor Marinho leccionar a matéria o tornava quase numa máquina, em algo que tinha como única função mandar cá para fora os seus conhecimentos. Com o passar do tempo percebi que possivelmente tinha conhecido a pessoa mais humana que algum dia poderei conhecer e o profissional que melhor sabe realizar as suas tarefas.

Dei comigo a pensar muitas vezes que se o professor Marinho fosse o responsável pelos meios de comunicação social não viveríamos numa Sociedade Frankenstein, ou que se todos os jornalistas fossem como ele, o mundo da informação seria o expoente máximo de ética e deontologia.

Como as suas palavras representavam a realidade que todos nós vivemos. “Todos nós sabemos que o que conta é o interior de cada um, mas o que se vê primeiro é o exterior e não temos uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão” E, ao seu modo muito particular, também soube introduzir um pouco de humor às aulas. “Imaginem um médico, nas urgências de um hospital, que vem falar à televisão e tem vestido uma camisa sem mangas, uns calções de praia e chinelos de meter o dedo.”, “Vocês tiram a televisão da cozinha e tentam explicar os perigos dela lá continuar e ouvem do vosso interlocutor algo do género ‘Põe a televisão no sítio e tem lá juízo” e tantas outras.

O professor Marinho, assim como todos os outros, passou tanto tempo connosco que é quase como se fosse da família, de uma grande família que se cria em cada faculdade, em cada curso… Agora só me resta esperar que os senhores a as senhoras que fizeram exame comigo hoje, a Psicossociologia da Comunicação, vejam o seu estudo justificado por uma nota agradável, e aguardar pelo próximo semestre, por Semiótica...

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Look at Me (I Just Want to be Wonderful)

Look_at_me

Sou. Sou eu. Nesta altura, eu pensava que um trabalho complicado era como aquele que eu tinha. Nesta altura, eu acreditava que bastava estalar os dedos para a realidade ser como eu desejava.

O tempo foi passando, e as minhas relações com as pessoas foi-se alterando. Neste tempo todo apercebir-me que as pessoas dão mais atenção não aos que se destacam por motivos válidos, mas sim àqueles que têm muitos problemas e não se esforçam para nada.

Por isso é que eu, às vezes, digo que gostava de ser problemática. O meu problema é não ter problema nenhum, e isso às vezes deixa-me triste. Em vez das pessoas à minha volta me darem atenção pelos meus feitos, passam o tempo a falar sobre aqueles que se mantém à parte.

No fundo eu quero aquilo que uma amiga minha diz que todas as bruxas querem. Eu quero ter mais atenção por parte dos outros. Mas a verdade também é que eu nunca estarei satisfeita com a atenção que recebo.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

World Wrestling Entertainment

Renasci.

Um dia acordei, sentei-me no sofá e liguei a TV Cabo. Passeei pelos diversos canais e fiquei na SIC Radical. Estava a dar um combate de "professional Wrestling".

(Agora os mais atentos estão a pensar "A SIC Radical transmite combates de Wrestling de manhã?" Na verdade não. Quando digo acordei é uma espécie de metáfora, nã acordei porque já estava acordada, mas acordei porque abri os olhos para a vida... enfim...)

Logo senti em mim algo, um despertar de uma paixão adormecida. Talvez um dia eu acabe na profissão que queria seguir quando tinha 5 anos, talvez isto tenha sido um sinal... (ou talvez tenha sido apenas mais um combate de "pro-wrestling")

Voltei à carga e quero fazer um pedido. Se alguém souber onde é que eu posso encontrar um ginásio onde possa praticar wrestling, é só dizer... Fico à espera...

Enquanto isso,

Espelho

(Nunca um outro post tinha justificado tão bem o nome deste Blog como aquele que agora escrevo. Se não se tratasse de uma reportagem para ser avaliada e fosse mais uma divagação, o seu título seria mesmo Espelho…)

Raio X

Durante muitos anos, o Bairro S. João de Deus foi considerado o bairro mais problemático da cidade do Porto, conhecido por muitos como Tarrafal. Os presidentes da Câmara mudavam, as leis sociais adaptavam-se, mas a vida das pessoas que moravam no bairro mantinha-se igual.

Habituada a viver à margem da sociedade, a maioria dos “tarrafalences” desenvolveu uma espécie de defesa no relacionamento com terceiros e o limite entre o certo e o errado foi-se perdendo aos poucos. Porém, a culpa não será somente daqueles que consumiam droga, dos que a vendiam, dos que assaltaram, dos que se comportaram como vândalos onde quer que passem.

Leis Próprias

Para Maria Celeste, ex-moradora do Bairro S. João de Deus, a culpa também era de quem detinha o poder, “porque nos deixaram ao deus dará”. De facto, quer por desinteresse quer por incapacidade de o fazer, durante anos, ninguém conseguiu reintegrar os seus habitantes de forma amigável no seio da sociedade portuense.

Até que, quando Rui Rio chega ao poder, são tomadas medidas e as pessoas começam a ser mudadas para outros bairros e aglomerados habitacionais. Por um lado, tentava-se diminuir o número de fogos (que eram inúmeros). Por outro lado, era uma nova forma de obrigar aqueles que sempre tinham vivido no Bairro S. João de Deus a conviver com novas pessoas, apercebendo-se de que a vida social é também importante.

As pessoas começaram, então, ir habitar noutras zonas da cidade como o Bairro do Viso, Pasteleira, Falcão e até no Bairro do Cerco do Porto, outrora também um bairro que sabia causar umas quantas dores de cabeça em quem estava no poder. No início, alguns causaram ainda problemas. Ainda está bem fresca na memória de quem mora no Cerco o dia do desacato entre “cerqueiros” e “tarrafalences”. Agora os ânimos acalmaram…

Obras

Começaram as obras que visam melhorar o espaço. Os projectos são um tanto ou quanto ambiciosos para se aplicarem ao que é considerado o pior bairro da cidade. Pretende-se demolir uns quando blocos, desbastar uma certa dimensão de terreno árido, construir novas entradas para o bairro, uma universidade e uma biblioteca. No fundo o que se está à procura é de, como se faz com os legos, destruir a maior parte do que já foi criado (e que causa todos os problemas) e encontrar uma forma de criar algo não só nova mas grande o suficiente para apagar, em poucos anos, o estigma criado em torno do Bairro S. João de Deus.

Fátima, também ex-moradora do bairro, já está a viver noutro lado há cerca de cinco anos, mas diz que é impossível desligar-se totalmente do seu antigo bairro porque deixou lá os amigos, os conhecidos e a história da sua vida. Afirma que não se arrepende de ter mudado de casa, "Aqui temos o socego que procuravamos quando decidimos sair do bairro".

Antes de entrar neste estado de remodelação, os motivos que levavam alguém a querer sair podiam ser diversos, mas quase sempre se relacionavam com o facto de não serem bem aceites pelos outros só porque moravam no Bairro S. João de Deus. Angelina chegou à conclusão que tinha de sair porque queria que a sua filha, quando se candidatasse a um emprego, não passasse pelo que via os vizinhos passar. "Durante muito tempo, pensei que o local onde moravamos não iria influenciar as nossas vidas, mas afinal...", diz. Angelina queria que a vida fosse um bocado mais fácil…

Continuam as obras, mas as datas atrasaram-se. Nos primeiros relatórios da Câmara Municipal do Porto apontavam o ano de 2004 como o ano em que as novas estradas estariam concluídas. Estamos em 2005 e isso ainda não aconteceu. Ainda há blocos que não foram demolidos e pessoa a quem ainda não foi entregue a chave de uma outra casa… Os imprevistos existem.

Principalmente num bairro em que quase metade do seus habitantes estava com e renda e outras contas em atraso e não têm direito a outra casa. Muitas famílias já foram retiradas do bairro, mas muitas mais ainda lá estão. Muitos casos estão a ser tratados com menos tacto do que seria necessário e muitas pessoas vão acabar por ter de encontrar um solução por elas próprias. Todas estas divergências com as entidades responsáveis levaram a verdadeiros boicotes no trabalho das máquinas e “manifestações” que impediram a demolição, na data predefinida, de alguns edifícios.

Futuro

Os habitantes do Bairro S. João de Deus dividem-se em dois grupos. De um lado estão aqueles que já saíram do bairro e que, morando no seu novo lar, por mais que tentem não conseguem virar costas e seguir uma vida nova esquecendo a anterior. Do outro lado estão as pessoas que ainda moram no bairro e que esperam pelo dia em que vão deixar as suas raízes, pelo dia em que também a sua casa vai ser reduzida a escombros.

Aconteça o que acontecer num futuro próximo ou longínquo, a cidade do Porto não vai esquecer totalmente o quão problemático foi o Bairro S. João de Deus, assim como não esqueceu o caso do Bairro do Cerco, entre outros. As pessoas, essas vão viver sempre com a sombra do já falado estigma social e com as memórias daquilo porque passaram, memórias essas que nenhuma obra, por maior que seja, conseguirá apagar.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

When we fuck we are all god's people

Já dizia o Reverendo Manson numa musica do último álbum de originais...

Não podemos fazer nada porque nada irá mudar a natureza do ser humano. Também LaVey dizia que o homem é primeiro um animal e só depois um romântico. É essa a sua natureza e se o mudarmos vamos deixar de ter seres humanos na face da Terra.

Mas se há um momento em que os seres humanos são menos humanos e se aproximam do divino, esse momento só pode ocorrer durante uma relação sexual... Pode ocorrer noutras alturas, mas, para ser franca, eu nunca o experimentei...

Há pessoas que, por mais que eu tente, não consigo perceber. E dentro desse grupo de pessoas encontram-se aquelas que dizem não gostar de sexo. E eu pergunto aos meus botões: "Como pode?" Das duas uma... Ou nunca experimentaram... Ou não devem ter amor próprio, para já não falar nos outros tipos de amor...

E este é o meu pensamento deste momento...

When we fuck we are all god's people!

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Homeless

Um dia acordei e tudo na minha vida tinha mudado...

O meu primeiro namorado tinha casado e já ia no segundo filho. O meu primeiro amor também estava casado. O meu primeiro esconderijo estava atulado de seringas e de toxicodependentes. A minha primeira casa tinha sido invadida por uma casal de desalojados, depois de lhe terem deitado as paredes a baixo e de lá dentro terem feito fogueiras. A minha primeira escola tinha sido demolida.

As coisas estavam todas diferentes. Acordei num universo que não era o meu, sem os meus amigos. Estava numa nova escola, numa nova casa, com um novo "amor" e um (outro) novo namorado. Já não tinha nenhum esconderijo e não percebia onde estavam as minhas raizes.

Um dia acordei (e por mais estranho que isto possa parecer) senti a falta do barulho de pessoas a descutir e de tiros. Senti a falta de ouvir falar mal dos meus amigos.

Um dia percebi que já não morava no Bairro S. João Deus, o meu Tarrafal, e senti-me perdida...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Be Woman

Andava eu certo dia a ver os meus mails's (como faço todos os dias) e que vejo eu? Um mail que continha esta história. Pensei logo, "Filipa, esta história é mesmo boa para o meu Espelho!"

“Deus fez a mulher no seu sexto dia de trabalho, e em horas extra-ordinárias! Um anjo apareceu e disse:

_Senhor, porque estás a gastar tanto tempo com este projecto?

E deus respondeu:

_Vê bem as suas características. Ela tem de ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico, tem de ter mais de 200 partes móveis, todas intercambiáveis, funcionar com coca-cola diet e restos do almoço, ter um colo que pode acolher quatro crianças de uma vez, ter um beijo que pode curar qualquer coisa desde um joelho arranhado até um coração partido.

_Isso é de mais para um só dia de trabalho. Termina amanhã.

_Não posso, estou quase a terminar a criação que está mais perto do meu coração. Ela até se cura a si mesma quando está doente e é capaz de trabalhar 18 horas por dia. O anjo aproximou-se e tocou a Mulher.

_Estás a fazê-la tão frágil, senhor.

_Ela é frágil, mas também a fiz resistente. Não fazes ideia do que ela é capaz de suportar ou conquistar”.

_Ela é capaz de pensar?

_Não só de pensar como de argumentar e negociar.

O anjo viu alguma coisa e, estendendo a mão, tocou na face da Mulher.

_Este modelo tem uma fuga. Eu bem disse que estás a tentar atribuir mcaracteristicas de mais numa criatura.

_Isso não é uma fuga. É uma lágrima que é a sua maneira de expressar a sua alegria, tristeza, dor, desapontamento, amor, solidão, luto e orgulho.

_Esta criatura é, de facto, impressionante.

_Sim. As mulheres têm forças que impressionam os homens; suportam dificuldades e carregam fardos, mas mantêm a alegria, o amor e o contentamento. As mulheres sorriem quando querem gritar, cantam quando querem chorar, choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas…

Lutam por aquilo em que acreditam e erguem-se contra as injustiças. Não aceitam ‘não’ como resposta quando acreditam que há uma solução melhor. As mulheres privam-se para que a sua família possa ter, acompanham uma amiga assustada ao médico, amam incondicionalmente, choram quando os filhos se destacam e rejubilam quando os amigos são premiados.

Os seus corações partem-se quando uma amigo morre, ficando de luto mas nunca deixando de ser fortes. Quando se pensa que não têm mais forças, ainda surgem com um abraço e um beijo que pode ajudar a curar um coração partido. As mulheres trazem alegria e esperança; têm compaixão e ideais; dão apoio moral aos amigos e familiares; têm coisas vitais a dizer e tudo a dar!

Se há um defeito nas mulheres é que podem esquecer-se de si mesmas…”

Daqui a uns dias continuo com este tema...

terça-feira, dezembro 14, 2004

Músicas de uma vida

Todos ouvem música e todos temos uma (ou mais) músicas da nossa vida. Gosto de Marilyn Manson, quem não o sabe já? Aqui fica a música da minha vida, é dele, claro...

Example

"Man that you fear

The ants are in the sugar
The muscles atrophied
We're on the other side, the screen is us and
We're T.V.
Spread me open, sticking to my pointy ribs are
All your infants in abortion cribs
I was born into this
Everything turns to shit
The boy that you loved is the
Man that you fear
Pray until you're number, asleep from all
Your pains, your apple has been rotting
Tomorrow's turned up dead
I have it all and i have no choice but to
I'll make everyone pay and you will see
You can kill yourself now
Because you're deadin my mind
The boy that you loved is the monster you fear
Peel off all those eyes and crawl into the dark,
You've poisoned all of your children
To camouflage your scars
Pray unto the splinters,
Pray unto your fear
Pray your life was just a dream
The cut that never heals
Pray now baby, pray your life was just a dream
(I am so tangled in my sins that I cannot escape)
Pinch the head off, collapse me like a weed
Someone had to go this far
I was born into this
Everything turns to shit
The boy that you loved is the
Man that you fear
Peel off all those eyes and crawl into the dark,
You've poisoned all of your children
To camouflage your scars
Pray unto the splinters,
Pray unto your fear
Pray your life was just a dream
The cut that never heals
Pray now baby, pray your life was just a dream
The world in my hands,
There's no one left to hear you scream
There's no one left for you

When all of your wishes are granted
Many of your dreams will be destroyed!"

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Just Her

Nasceu mais um Weblog nacional. Depois de muito esforço e muitas horas perdidas a tentar convencê-la de que também uma enfermeira necessita de um espaço para exprtessar os seus sentimentos. Assim, no passado sábado, fui a casa dela e participei do seu nascimento.

Tudo isto para dizer que devem ir à morada http://justmelibel.blogspot.com/ porque pertence a uma grande amiga minha e porque é um concelho meu...

Estão ainda aqui a fazer o quê?

Fuck it

Há dias em que acordamos e queremos que o mundo inteiro vá pelos ares. Nesse dias queremos que todos aqueles que se cruzam no nosso caminho destruidos sem motivo aparente. Há, definitivamente, dias em que todas as nossas obrigações parecem pesadas demais e que todas as palavras que nos dirigem são armas lançadas para nos esquartejarem o coração...

Hoje bem que podia ser um dia desses. Tenho de fazer uma reportagens num hospital de doenças infeciosas, logo, às 18, hora em que deveria estar a meio de uma aula de televisão. Tenho de montar uns sons para um noticiário de rádio e não os tenho aqui comigo. Tenho de conviver com os outros, quanndo o que me apetece é dar um estalo a quem para mim falar.

Example

Por isso, só me vem à cabeça essa expressão:

Fuck It

quinta-feira, dezembro 02, 2004

I am my own god

(“Agora deu-lhe para a religião”, dizem. “Porque não?”, pergunto eu)

Às vezes perguntam-me o que é que eu sou, em termos religiosos. Já fui tantas coisas que se me pusesse a contar a minha história demoraria uma eternidade. Mas também sinto um bocado a necessidade de dizer aos outros o que me vai na mente.

Sou ateia! Não acredito em nenhum deus seja ele bom ou mau. Já fui católica, já andei numa escola Dominicana, já fui adoradora do diabo (se considerarem isto como uma manifestação religiosa), já fui pagã, já fui agnóstica… Actualmente, preocupo-me mais com o meu estudo sobre as diferentes formas religiosas do que com a sua prática.

Estou a estudar uma publicação de testemunhas de Jeová, estou a pesquisar na Internet sobre Satanismo. E o que mais me tem chamado a atenção, na minha vivência do dia-a-dia, é que, apesar de a liberdade religiosa ser um directo de todos nós, na prática as coisas não funcionam assim tão bem. Ninguém se preocupa em perceber que cada um pode (e deve) escolher aquilo que é mais verdadeiro para si.

a_quem_considere_isto_deus

A grande preocupação é que a religião defendida tenha o maior número possível de crentes, como se a veracidade das suas práticas e credos fosse directamente proporcional ao número de pessoas que os seguem. Não me parece que isso seja bem assim. O que faz de uma religião menos mentira são as práticas e credos em si.

Contudo, percebo (ou tento perceber, porque também sou humana) que as pessoas sintam a necessidade de acreditar que há algo melhor do que o aqui e agora, mas eu já não sei se sou capaz de acreditar em algo para além das minhas capacidades. Percebo que as religiões que seguem façam sentido para si, para mim já nada dessa natureza faz sentido.

Já fiz rituais mágicos enquanto fui pagã e já fiz um ritual satânico (sexual). E que mal é que isso tem para os outros? Eles também têm as suas missas e outros e eu não ando por aí a dizer que “isso não tem jeito nenhum”. Optei por viver a esta vida ao máximo porque não sei se terei outra oportunidade para o fazer, nenhum Homem pode julgar-me porque isso não é crime.

Sou verdadeira em tudo aquilo que sinto, nunca defenderia algo que não sentisse. Posso magoar aqueles que me amam e até gostariam que eu fosse católica, testemunha de Jeová… E se deus, de facto, existir e for infinitamente bom vai perceber que não posso ir contra aquela que é a minha natureza, aqui e agora…

segunda-feira, novembro 29, 2004

Jornalismo e Blogs: cooperação ou simbiose?

A Internet desenvolveu-se e com ela apareceram os Blogs, um pouco por todo o mundo. Nos últimos dois anos, vimos este universo crescer rapidamente e hoje não encontramos quase ninguém que nunca tenha tido ou tenha visitado um Blog. Muito se escreve nesses locais da Internet e muito tinta já correu graças a eles, principalmente nos meios de comunicação social.

Há quem defenda que os Blogs nada têm a ver com Jornalismo, outros defendem que ele se está a transformar num novo meio de comunicação social, aquilo a que Mário Mesquita chama de “Jornalismo informal”. Será que se pode estabelecer uma barreira entre o que é blogging e o que é Jornalismo?

Na opinião de Lilia Efinova, entre outros, os Blogs criam a oportunidade, única para muitos de que dele fazem uso, de comunicar com todo o mundo e de expressar os seus sentimentos. Também Rebecca Blood considera que um Blog é um excelente ponto de partida para dar vozes a grupos minoritários.

De um lado, temos aqueles que consideram que os Blogs são muito importantes para que a actividade jornalística dos outros meios de comunicação. Não se pode negar que muitos Blogs têm tido como função, ao longo dos tempos, vigiar e denunciar o que se vai passando no mundo mediático. Os Blogs e os Jornalistas têm trabalhado em conjunto em muitas circunstância, quase como se os Blogs se tivessem transformado na fonte essencial do Jornalismo, na maioria das vezes impresso.

Em muitos casos até, os Blogs funcionam como correspondentes nos locais onde estes não estão. Na realidade, os Blogs são escritos por um grupo restrito (estudantes, literatos, políticos, cientistas, investigadores, jornalistas) e para um grupo restrito, mas em contrapartida, as informações circulam mais rápido do que pelos mass media.

Contudo, os Blogs só cresceram porque os meios de comunicação social lhes deram tal importância e também porque muitos jornalistas e muitas pessoas conhecidas se renderam a eles, como é o caso de Pacheco Pereira. O facto de as Universidades nacionais terem optado por escolher este meio para o ensino do Jornalismo veio ainda ajudar a uma afirmação muito mais rápida. De referenciar que o ano de implementação dos Blogs em Portugal foi 2003.

Assim, não é de estranhar que algumas pessoas cheguem ao ponto considerar os Blogs como uma nova forma de fazer e de entender o Jornalismo. E destacam a forma natural como os weblogs se adaptam ao mundo jornalístico, através de textos cuidados, mais e melhor referência às fontes, mais próximo da comunicação oral. John Pavlik chega mesmo a afirmar que os

A verdade é que do outro lado temos uma fracção de entendidos no assunto que consideram que Blogging não é Jornalismo. Jay Rosen é peremptório em afirmar que “Blogging não é Jornalismo, ma sse cada um se imaginar como sendo o outro só pode resultar algo benéfico”. Para este autor, o Jornalismo é um conjunto de regras e de deveres, enquanto que a actividade dos Blogers é completamente desregrada.

Também Rebecca Blood afirma que muitos Blogs não fazem verdadeiras reportagens o que será, por ventura, a alma de todo o trabalho jornalístico. Os estudiosos que defendem também esta posição não negam que os Blogs contribuem para a formação da Opinião Pública, o que negam é que tenham a designação de Jornalismo.

O Jornalismo vai sempre precisar de ser financiado, entrevistar pessoas e apresentar o resultado de um modo desapaixonado, segundo McDonald. Os Blogs nunca poderam chegar a esse ponto porque estão virados para o individuo e para exprimir emoções.

Claro que entre estas duas posições se pode encontrar uma intermédia, que é possivelmente aquela que será a mais sensata. É verdade que se pode encontrar de tudo nos Blogs, e é isso que nos impede de generalizar as nossas conclusões. Não se pode dizer que os Blogs apareceram todos para facilitar a vida aos Jornalistas, mas também não se pode dizer que não é faz bom Jornalismo nos Blogs.

Como diria Rebecca Blood, quando se procura o Jornalismo não se deve olhar para as pessoas mas para a maneira como elas se comportam. É por isso que podemos ver pessoas a considerar que Blogging é apenas um formato para se publicar algo na Internet, o conteúdo é que vai determinar se se trata ou não de Jornalismo. Ninguém pode afirmar que os Blogs nunca são Jornalismo, assim como não podem afirmar que o é sempre.

Deste modo podemos dizer que às vezes os Blogs expressam uma mensagem jornalística, outras vezes são conversação, e outras ainda são uma mistura das duas (Frank Catalano).

Resumindo, talvez esta seja a abordagem mais correcta a fazer do problema. Há Blogs que apenas se preocupam com um sentido literário, outros que se tentam pautar por objectivos mais semelhantes ao dos “jornalistas tradicionais”. É um exagero pensar que os Blogs podem ser um renovado 4º Poder, ou um 5º Poder; é imprudente considerar irrelevante todos os Blogs.

É preciso é ter sempre um olhar crítico sobre o que temos à frente.

terça-feira, novembro 23, 2004

Se deus acha que eu estou errada, ele é que me deve dizer isso, não vocês

Mais importante do que aquilo em que eu acredito, ou quem lê as minhas palavras, é a razão. Em muitos casos esta mesma razão não vence a “emoção”. As frases que se seguem foram retiradas de um site que visitei há pouco tempo. Não pretendem mostrar que A ou B está errado, nem uma verdade irrefutável. Pretende apenas mostrar que há diversos ângulos de se abordar um mesmo assunto e que a escolha de direcção tem de ser feita por aquele que caminha.

Atirem pedras, mas reflictam nisto primeiro…

"Quando entender porque rejeita todos os outros deuses excepto o seu, entenderá porque é que eu rejeito todos os deuses" (Stephen F. Roberts)

“Não se deve explicar o que não se sabe por meio do que não se vê”

"Não confio em gente que sabe exactamente o que Deus quer que elas façam. Sempre coincide com aquilo que elas próprias desejam" (Susan B. Anthony)

"Deus escreveu todos os livros. Ninguém se preocupou em ouvir a versão do Diabo sobre o que realmente aconteceu" (Samuel Butler - "Notebooks")

"Não acredito em nenhum deus, em nenhuma religião. Mas tenho um credo: sejamos felizes e façamos aos outros felizes. Não é muita coisa mas é o suficiente para esta vida. Se houver outra vida, ao lá chegarmos pensaremos em alguma lei apropriada" (Robert Ingersoll)

"Heresia" vem do grego "hairesis". Significa liberdade de escolha, liberdade de pensamento.

Redenção: libertação dos pecadores da punição pelos seus pecados, por meio do assassinato do filho do deus contra o qual eles pecaram (Ambrose Bierce)

"Porque devo permitir que me diga como criar os meus filhos aquele que teve que afogar os seus?" (Robert Green Ingersoll)

“Milhões foram mortos em nome de Deus, poucos em nome do diabo.”

"As palavras e actos de Deus são bem claros: as mulheres foram feitas para ser esposas ou prostitutas" (Martinho Lutero, "Works 12.94")

"As crianças pequenas que começaram a viver no útero das mães e tenham morrido ali ou que, tendo nascido um instante antes, tenham abandonado este mundo sem o sacramento do sagrado baptismo [...] deverão ser castigadas com a eterna tortura do fogo que não se apaga" (de "Hell, a Christian doctrine"-M.J. Gauvin, W. Teller, H. Cutner)

“Não é possível que todas as religiões sejam verdadeiras ao mesmo tempo, mas é bem possível que todas sejam falsas.”

Venham daí essas pedras…

segunda-feira, novembro 22, 2004

“Feridas essenciais” já à Venda

Segundo livro de Fernando Ribeiro, vocalista e letrista da banda Moonspell, já está à venda nas diversas livrarias nacionais.

Depois de, em 2001, ter lançado o livro de poesia “Como Escavar um Abismo”, Fernando Ribeiro volta para mais uma dose de poesia, desta vez sob o nome de “As Feridas Essências”, publicado pela Edições Quasi.

Fernando Ribeiro

Ao longo das suas páginas, o livro mostra-nos um universo próprio, com nuances que nos fazem lembrar de Fernando Pessoa ou Justo Jorge Padrón.
Fica aqui um excerto…

“(…)Tudo claro, percebo-te tão bem, como se o que significas fossem as águas escuras que vejo quando fecho os olhos e me deixo esmagar por esse lago escavado entre nós. As águas sobem por mim acima e trazem-me os restos de mim, A cura atraplha-me, anestesia os caminhos que percorro e todos os dias estarei em guerra comigo mesmo e matar-me-ei o mais que possa para que possa viver em ti. Sinto encher-me de sangue quente e o mal começa a funcionar em mim outra vez. De todas as maneiras de dizer o amor escolhi o terror E sei que agora nunca conseguirei escapar daqui.De mim mesmo.”

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sexta-feira, novembro 19, 2004

Frases que marcam uma vida…

Este verão, deparei-me com umas frases bem jeitosas que enriquecem qualquer vocabulário. Umas foram minhas, outras da minha prima e meus amigos, outras de pessoas que nós observávamos e ainda frases de pessoas que eu nunca vi mais gordas (nem mais magras). Por motivos de bom senso, optei por não referir o autor das frases; bom senso e alguma vergonha na cara, já que disse coisas que lembrariam ao diabo e ele não teria coragem de dizer. Divirtam-se… (Quem gostar e quiser fazer parte de um Universo tão emocionante, é só entrar em contacto comigo e marcamos umas férias juntas)

“_Se elas, com esta idade, se queixam que são velhas e não têm namorado, então nós somos fósseis. _Podiam vir uns arqueólogos para nos limpar o pó… com os seus pincéis…”

“_Ainda nem começamos e já estás cheio de areia. _Oh! …”

“Quatro torrões cinquenta!”

(Tenho de fazer um interludio. Esta é uma frase não só do meu Verão, mas do Verão de todos aqueles que se aventuram, por esses trilhos fora, a irem fazer praia para Espinho. Um dia ainda mato a velha. Quem está comigo?)

“_Estica que se não não fica bem espalhado. _Aí não que dói… _Tem de ser pelo outro lado…”

(Se querem saber o que se estava a passar para o ano levem um guarda-sol e um pára-vento e descubram. Eu ainda não sei, mas um dia descubro, ai descubro…)

“Quando eu fui coelho”

“Onde é que está o Dani?” & “Cadê negão?” (Frases inseparáveis)

E agora, as minhas duas favoritas:

“_Não gosto de cantos. _Então não vais gostar d’ “Os Lusíadas”, está cheio deles.”

“O meu corpo é um jogo, mas não é de Basket!”