segunda-feira, abril 11, 2005

Anton Lavey

"Anton Lavey – 11 Abril 1930 – 29 Outubro 1997

Celebramos hoje o aniversário do nascimento de um grande homem, Magus Anton Szandor LaVey.

A sua visão estava para além das tradições opressoras, de modo a promulgar a apreciação da verdadeira aristocracia do Capaz, com o sucesso como critério único para o seu valor. Ele exaltava os indivíduos que tinham talento e produtividade, que abraçavam a mesma filosofia e que a punham em prática de modo a darem avanço ao mundo de acordo com as suas Vontades. Assim, nós, da mesma espécie - por escolha e mérito - dedicamos hoje as nossas criações em honra ao nosso "pai", mentor e amigo que nos deu as ferramentas para melhor conseguirmos atingir os nossos objectivos.

Saudamos-te, caro Doktor, pois viveis como uma inspiração nos nossos corações e mentes.

Hail Anton LaVey!

Hail Satan!"

Nuno Santos

Administração

Associação Portuguesa de Satanismo

quinta-feira, março 31, 2005

WrestleMania goes Hollywood (only in Pay-per-View)

No próximo dia 3, o mundo vai parar… pelo menos o mundo do pro-wrestling. O maior evento de todos os patrocinados pelas empresas de wrestling a nível mundial, WrestleMania, terá lugar na terra de encantar que é Hollywood. O palco de todos os sonhos terá como intervenientes o actual campeão de pesos-pesados, Triple H, o vencedor do Royal Rumble de 2005, Batista, JBL, John Cena, entre muitos outros.

WrestleMania

Aconselha-se uma visita ao site da World Wrestling Entertainment para mais pormenores sobre o evento. E, aproveitei que lá estão e deitem os olhos aos vídeos-paródias feitos pelos desportistas. Um espectáculo a não perder…

Um pouco sobre pro-wrestling…

O termo pro-wrestling é o diminutivo de “professional Wrestling”, um género de luta em que se dá mais valor à componente do espectáculo e do entretenimento do que à de competição desportiva. Neste desporto pode encontrar-se personagens, enredos semi-fictícios entre elas e combates com finais pré-determinados.

Esta industria está a aumentar de popularidade a cada dia que passa; junta um número incrível de pessoas num recinto fechado, vende merchandise aos milhões e os seus programas atingem os picos das audiências. Não é de admirar que os desportistas das empresas mais conceituadas sejam heróis internacionais, super-estrelas, e que participem em comerciais, filmes, programas de entretenimento, façam concertos… Os fans, esses cada vez se envolvem mais neste Universo, idolatrando as suas personagens favoritas e repetindo exaustivamente as suas “catch phrases”.

O pro-wrestling tem grande impacto, não só nos Estados Unidos (que deu origem à designação de luta livre americana), mas também em países como México, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França, Austrália e Japão. Este último é conhecido pela sua grande tradição em Wrestling feminino e/ou de extrema violência, não sendo de estranhar que a maioria das desportistas acabe a sua carreira ainda na casa dos 20, devido às tácticas de alto risco utilizadas.

Em suma

O mundo do pro-wrestling não é para todos, e mesmo aqueles que atingem a popularidade têm de terminar as suas carreiras mais cedo do que nas restante profissões. Poucos são os profissionais deste ramo que têm lugar nas empresas depois de se afastarem dos combates por isso é que a maioria dos desportistas tem um curso superior, que pode vir a exercer, mais cedo ou mais tarde.

terça-feira, março 29, 2005

I have a dream…

Parti de férias e na mala levei um texto de apoio à cadeira de Semiótica da Comunicação Social, um artigo do Expresso, de 97, escrito por António Eça de Queiroz (este nome não me é estranho… Será o amigo do Joaquim?).

”Será que um automóvel pode ser considerado um objecto sexual?”, lia-se no início. Um automóvel normal, como aquele que os nossos pais têm na garagem ou estacionado no passeio e que está sujeito às condições climatéricas? … Não me parece… Mas e se estivermos a falar de algo muito maior, de um automóvel que povoa o nosso imaginário desde que nos reconhecemos como gente, mas que sabemos que nunca o vamos poder ter? Nesse caso a resposta é bem diferente.

Um Ferrari não é apenas um automóvel. Mesmo que o meu namorado tivesse dinheiro suficiente, nunca compraria um Ferrari porque sabe que se o fizesse era namorada do carro e não dele. A minha teoria é esta: Ninguém escolhe um Ferrari para conduzir; o Ferrari é que escolhe aquele por quem quer ser conduzido.

Ter um Ferrari é o que ter um deus em casa. E porque é que é assim? Será que não serve para o mesmo que todos os outros automóveis? É obvio que não… Em primeiro lugar, um Ferrari não é só um Ferrari, não se resume a um objecto, mas trás uma história consigo. Ninguém (quer goste, quer não goste) fica indiferente à sua imponência. É impossível deixar que um Ferrari passe uma noite ao relento, e se estiver na garagem enche-a por completo, ofusca o que mais se encontrar por lá.

E isto não tem nada a ver com o dinheiro que custa. Poucos são os que compram um Ferrari pelo seu valor económico. Um Ferrari cria uma relação afectiva com o seu dono e torna-se num membro da família. E tudo isto acontece porque não é um automóvel… Mas sim um sonho… Um sonho de quem o compra, de quem o produz, de quem o idealiza, de quem deu toda a sua vida para que existisse (Enzo Ferrari).

Se me quiserem oferecer um Ferrari, por favor, não me ofereçam o Ferrari Enzo. Sou muito nova, não consigo aguentar o peso da história nem do tributo que ele representa. Ofereçam-me antes um F50, que foi, é e sempre será o carro da minha vida, e em que a relação qualidade/preço é bem razoável, principalmente para satisfazer as necessidades de uma estudante de Jornalismo e Ciências da Comunicação. (E já agora, se pudessem incluir bilhetes de avião, só de ida, para um desses países onde a poligamia é legal… assim eu podia aproveitar o meu Ferrari ao máximo…)

Creio que já respondia à pergunta inicial…

quarta-feira, março 02, 2005

I am my own master-peace

Sou apologista dos sentimentos. Para mim, o que faz de alguém bom médico, bom enfermeiro ou bom jornalista não são os conhecimentos que vão adquirindo, mas sim se são ou não Seres Humanos. E o que é isso? Ser-se Ser Humano envolve os sentimentos que somos capazes de experimentar. Ora, nas aulas, ninguém nos diz como nos devemos sentir perante uma pessoa que está eufórica ou num pranto. Isso aprendemos cá fora.

E aprendemos como? Aprendemos nas festas de Faculdade, quando enfrascamos com os amigos, quando fumamos maços e maços de tabaco, quando vamos para a cama com tipos que conhecemos nessa mesma noite, quando fazemos asneiras, nos corredores quando matamos o tempo entre uma aula e outra, porque é nessas alturas que pomos em prática os nossos ideais. E no fundo, todos estes espaços não passam de um laboratório; a vida universitária reduz-se a um tubo de ensaio, onde escolhemos a quantidade de elogios, criticas, lágrimas, sorrisos que queremos usar e vemos os resultados.

Para mim, pagamos as propinas para passarmos 4 anos (ou mais, na pior das hipóteses) a fazer experiências em nós próprios e ninguém nos culpa por isso. Por um lado, vamos treinando para quando sairmos para o mercado de trabalho. Por outro, ninguém nos pode despedir, por mais asneiras que sejam feitas. E então, temos liberdade suficiente para seguir o método tentativa-erro, e este método pode ser utilizado não só a nível psico-social, mas também a nível físico, que nos vai transformando o guarda-roupa.

E todos os sentimentos são bem vindos. Amor! Antes de tudo o resto, vamos experimentar o Amor, vamos amar o nosso curso, os nossos novos amigos, o que fazemos, os alunos mais velhos, os mais novos… Somos capazes de nos apaixonarmos pelo empregado do café onde estudamos para os exames e no dia seguinte pelo tipo que está sempre na biblioteca quando lá vamos. E a parte melhor é que não temos medo nem vergonha de dizer as maiores barbaridades, porque são ditas por amor…

Vaidade! Eu entrei no Ensino Superior! Eu consegui tirar boa nota a Anatomia! Eu fiz um trabalho tão bom a Design que o prof ficou de boca aberta! Todos nós temos orgulho naquilo que fazemos, mesmo que o feito não seja assim tão grande. Nos primeiros dias em que trajei, parecia um pavão, porque, não só estava no Ensino Superior e todos o podiam ver, como também estava apta a transmitir aos recém chegados o que era viver secundum praxis. A vaidade é algo bom porque… nos faz sentir confiantes, grandes, donos do mundo.

Ciúme! O Ciúme e a Inveja costumam andar lado a lado nos corredores das faculdades (já me disseram que eles namoravam, mas eu não sou de me meter na vida dos outros…). Também são bons. Quem nunca sentiu ciúme ou inveja, por um instante que fosse, de alguém? E ainda bem que é assim, porque dá-nos um incentivo a trabalharmos mais e pode estabelecer um objectivo para aqueles que não têm nenhum em especial e não saem do sítio. Já sabem estudantes de Portugal: Invejem o vosso colega do lado, queiram receber os elogios que eles recebem hoje e amanhã estarão um passo à frente!

Ódio! Odeiem. Sejam maus. Não tenham sentimentos por quem não tem sentimentos por vós. Se há alguém na vossa turma que quando entra na sala vos causa uma sensação que não sabem explicar e só vos apetece dar murros em tudo e em todos, então não descansem enquanto não destruírem essa pessoa. Magoem-na se ela vos magoa. Digam aquilo que sabem que ela não quer ouvir, no momento mais oportuno. E assim aprenderam a “controlar” esse turbilhão de sentimentos e quem merece essa fúria, porque nem todos o merecem.

O desafio é este! Aproveitem o tempo em que estão na faculdade para fazer todo o tipo de asneiras: assaltem lojas, roubem carros, consumam drogas, pratiquem sexo desenfreado, insultem os vossos amigos, abram o coração aos inimigos para que este seja esfaqueado, criem problemas com os que vos rodeiam. Mas que, no fim da jornada, quando estiverem a passar na tribuna, com uma cartola e uma bengala, sintam que as bases de um novo ser estão cimentadas, que são a obra-prima e o seu próprio criador… (para o bem e para o mal)

Estas palavras não são para serem levadas a sério pelos professores. Se mesmo assim pensarem em aplicar também esta filosofia, lembrem-se dos pobres alunos que não vivem assim, dos que vivem e são vítimas do sistema e, já agora, que podem ser despedidos…

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Please, Don’t try this at home

“Ossos partidos. Ombros deslocados. Carreiras terminadas num instante. Sim, isto é entretenimento, mas os perigos são reais”

(e agora os mais cultos pensam “Aí vem mais uma dose de wrestling!” Lamento…)

Ontem, quando sai da prisão domiciliária (e, ao mesmo tempo, refugio desejado,) que é o meu quarto, ia na direcção da cozinha e olhei para cima da mesa (da sala). Noticias Magazine nº 666, dedicada ao diabo, com um pentagrama satânico na capa.

1º Pensamento: “Estes jornalistas profissionais estão a perder criatividade e tornam-se previsíveis.”

2º Pensamento: “Será que, desta vez, foram falar com as pessoas certas?”

3º Pensamento: “O coelho e as batatas estão frios. Devia ter vindo almoçar mal a minha mãe me chamou…”

Na parte da tarde, mais uma vez trancada no quarto, com as persianas fechadas e sob a luz do monitor, comecei a ler a revista. Passei-me! Como era possível que alguém que conhecia a filosofia de LaVey podia matar animais em rituais? (Aconselho todos a ler a dita revista, caso contrário não me percebem)

Para mim está completamente fora de questão tirar a vida a um animal (e acreditem que conheço pelo menos um em JCC que bem o merecia). Acusem-me de tudo o que quiserem, mas não me entra na cabeça matar um inocente, muito menos para oferecer a sua energia a um ser que nem se sabe se existe (deus ou diabo).

Tenham lá paciência, mas não me consigo convencer do contrário!

(Maldito hábito de começar com um tema e acabar com outro! Tenho de cortar com os Simpsons…)

sábado, fevereiro 26, 2005

TJ

Teoria de Jornalismo? Bem podia. Falar da helena Lima e das teorias que "aprendi" no primeiro semestre. Na confusão que foi assimilar tudo o que estava a experimentar e que era tão novo e que, de repente, sem me aperceber, me tornou numa pessoa diferente.

Falo do Ensino Superior e em tudo o que ele abranje: faltar às aulas, estudar na véspera do exame, ir a poucas festas mas beber como se não houvesse amanhã, andar em Praxe e acreditar que é por causa dela que não se desiste de um curso aborrecido e só nos lembrarmos que o Ensino Superior existe para tirarmos um curso quando nos perguntam "Tás a tirar o quê?"

Mas TJ também pode ser Testemunhas de Jeová. Que também me deixam confusa, porque acreditam e defendem aquilo em que acreditam. Que me deixam confusa porque acreditam em coisas que para mim têm um significado diferente.

Já acreditei que Satanás era mau e não gostava dele. Já acreditei que Satanás era mau e venerava-o. Já acreditei que Satanás não existia. E agora? Agora não sei, estou confusa.

Conheço pessoas que me dizem coisas em que acreditam (porque “está escrito”) mas que tenho dificuldade em ver do mesmo modo.

Sim, Ana, votei e continuo a pensar que importante a vida política. Sim, continuo a acreditar na teoria neo-darwinista e que o meu antepassado era parecido com um macaco. (Sinceridade acima de tudo… e acima de todos, para contigo)

Contudo, há outras coisas em que já não estou tão certa. E isso é bom… É da dúvida e da confusão que surgem os diferentes caminhos que podem ser seguidos… (e ainda me faltam muitos capítulos)

domingo, fevereiro 20, 2005

Can I come on in, my sweet baby, can I move on in

You got yourself some action
Said you got your sexy Java
You got your speed connection
Free chat, fuck that, get a little harder

You got yourself a big bed
You shoot off, but take your time
In the house with a bitch and a mouse
And your daddy’s plastic, how fantastic yeah

I’ll be your sexual freak, of the week
I’ll be your inspirational brother, yo momma can’t you see
I’ll be your sexual freak of the week
I’ll be your educational lover, your one fuck fantasy

Eis um homem que nem me aquece, nem me arrefece. (É verdade que existem, por esse mundo fora, muitos homens que não me aquecem, nem me arrefecem e que eu até nem me importava nada que me aquecessem, mas não é o caso…)

Eis uma música que não me tornou numa pessoa pior, mas também não me tornou numa pessoa melhor.

Eis um post que poderia ser muito mais rico em termos culturais e não o é. Mas não o é por opção, não por distracção. Os mais distraídos perguntaram se existe alguma diferença. Claro que existe. Por exemplo, eu entrei em Jornalismo por opção, e não me voltei a candidatar a medicina por distracção…

The end

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

"Aí, tenho que vocês foram mal habituados..."

Pedro Costa. Nacionalidade portuguesa, (se tal é possível a um engenheiro). Professor de Informática. (ex-) Dirigente do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação. Responsável por muitos alunos começarem a gostar do curso. Procurado pelas altas entidades. Quem conhecer este indivíduo deve proceder do seguinte modo:

1) Não entrar em pânico.

2) Afastar-se. (O indivíduo em causa é portador de uma simpatia contagiante).

Se possui os seguinte sintomas, (ou já possuiu desde que entrou no ensino superior):

a) Boa disposição nas aulas de TM;

b) Um gosto por computadores, mesmo que nem saiba o que é um bit;

c) Sentir-se bem na companhia de um professor;

É provável que seja tarde de mais para si. Nestes casos, o melhor a fazer é:

1) Manter a calma.

2) Tentar, a todo o custo, manter a amizade que criou com ser tão invulgar, e ao mesmo tempo, tão especial.

Dica: continuar inscrito no primeiro ano até os filhos do Duque de Bragança serem avós, (para muitos não será assim tão complicado, e vejam as coisas pelo lado bom, podem vir a ser veteranos ou, quem sabe, DUX FACULTIS)

Pedro Costa, um homem que sabe o lugar que tem na sociedade. Um professor que sabe cativar os alunos, que eu nunca vi zangado, (que não sei bem o que faz durante todo o segundo semestre). Esta era a parte em que eu dizia “E, para terminar, devo confessar que nunca faltei a uma aula teórica de Informática, mas que não ia por gostar muito da matéria (que nem sequer percebia), mas para ver o professor a rir-se”.

Depois de muito pensar, achei que não devia dizer uma coisa dessas num Blog que pode ser visto por todos. Assim, optei por terminar deste modo:

SALVE VETERANORUM, LITERAE PRAXIS LAUDAT!

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

“Aqui encontramos o Sossego…”

A figura que hoje vou comentar dá pelo nome de Hélder Bastos (sim, aquele que até já escreveu um livro sobre comunicação na Internet, acho eu, quer dizer pelo menos pelo titulo parece, não que eu me esteja a lembrar exactamente do titulo, não li o livro, mas…)

Nem sei por onde começar… Quando saíram os horários, fiquei um pouco chateada por ver que a cadeira de On-line não me seria leccionada pelo professor Fernando. Mas com o tempo acabei por me habituar à ideia, que não era má de todo, até que cheguei a uma altura em que já não seria capaz de escolher um dos dois.

Se não fosse o professor Hélder, possivelmente este Blog não teria nascido. Ou talvez tivesse, mas nunca seria o que é hoje. Se não fosse o professor Hélder nunca me teria importado em fazer uma pesquisa sobre as semelhanças (ou diferenças) entre um Blog e a prática jornalística.

Por tudo isto, se algum dia eu decidisse que o meu Blog necessitava de um padrinho (estou a tentar implementar a ideia de que quando um Blog nasce deve ser apadrinhado, ou amadrinhado, e até já tenho um Blog afilhado…) esse padrinho seria o professor Hélder Bastos, que no fundo acaba por ser um semi-padrinho, já que esteve na sua génesis Não por me dizer que a minha reportagem está assim, assim, que deveria ter mencionado os nomes das pessoas que citei no trabalho sobre Jornalismo e Blogs ou que estava reprovada se desse mais algum erro, mas por ter dito tudo isto de uma maneira que me fez rir e ter vontade de continuar na blogosfera.

O professor Hélder Bastos será sempre lembrado como o professor que numa aula me perguntou porque é que eu estava vestida à Batman, e que quando lhe falei em Praxe nocturna ele pensou que de copos se tratasse. Mas também será sempre o professor que me ofereceu porrada numa aula, supostamente off-line, só por eu estar a mexer nos botões do monitor (e a prejudicar a comunicação na sala, mas isso…).

E com este tempo de convivência, dou razão a uma pessoa que uma vez me disse que este professor tinha “pinta”. É um facto. Ainda não percebi a que pinta conhecida se assemelha, mas está muito vincada a um grande sentir de humor e boa disposição. Mas esta é a minha opinião, claro, e como diria o Buraco “opinions are like ass holes, everyone has one”.

Gostava de ter tido mais aulas de On-line porque, se por um lado, não temos tempo suficiente para aprendermos o que seria bom, por outro, duas horas por semana não dão para os alunos conhecerem muito bem os professores, o que eu acho ser muito importante para a nossa formação, principalmente docentes formados em Jornalismo como é o caso da pessoa em questão.

E, antes de terminar, queria tecer umas últimas linhas numa espécie de comunicação interpessoal (que não o chega a ser em concreto) dirigida a este SENHOR do Jornalismo, que se seguiu o meu concelho/pedido está a ler, já leu, ou vai ler, estes poucos caracteres (menos de 5000 porque não se trata de um trabalho “encomendado” por ele).

Caro professor Hélder Bastos,

Venho por este meio pedir-lhe que continue a dar as aulas da maneira como deu à turma 2 do actual 2º Ano, porque eu ainda não tenho a certeza se passo ou não e temos de pensar sempre no pior. Já dizia a minha avó que mais vale prevenir do que remediar. E queria ainda propor-lhe um negócio.

Com esta minha ideia (genial, diga-se de passagem) de apresentar ao mundo os professores do nosso curso, eles vão ser conhecidos por todos os que me seguem e como tal vão acabar por ficar famosos. A minha ideia era lançar, depois, lá para o segundo semestre, uma caderneta de cromos de JCC (“cromos” no bom sentido, sempre), cromos esses vendidos em saquetas, quatro unidades em cada uma para o produto das vendas ser aceitável (e nunca disponibilizamos ao público um, para que este continue a comprar os nossos cromos ad eternum). Mas não tenho como conseguir fotografias e dados pessoais dos professores, e é nessa parte que o professor entra.

Como estou numa maré de generosidade, disponho-me a dar-lhe até 20% dos lucros. Pense nisso e depois diga-me alguma coisa…

E para terminar, que se está a acabar o tempo de antena, o Espelho agradece ao seu semi-padrinho as palavras de apoio e incentivo, sem as quais se teria ficado por uns míseros três post’s, como a maioria.

Próximo Episódio: Pedro Costa

(se não me proibirem de continuar a publicar sobre este tema)

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Psicossociologia da Comunicação

O objecto da Psicossociologia da Comunicação é, acima de tudo, o ser humano… Podia ficar aqui algum tempo a tecer comentários e a expor a matéria da cadeira de Psicossociologia da Comunicação, do Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Não o vou fazer! (Posso é depois deixar um ficheiro em formato digital, em anexo, com os apontamentos para quem estiver interessado…)

O que vou falar em relação a este tema é da pessoa que durante um semestre nos tentou transmitir, o melhor que sabia, os seus conhecimentos, e verdade seja dita, soube desempenhar a sua função de uma forma exemplar. Falo do professor universitário Jorge Marinho, licenciado em Jornalismo como nós ansiamos um dia vir a ser.

(Vou hoje começar uma série de artigos de opinião tendo como tema os professores do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, da Faculdade de Letras, da Universidade do Porto. E por falar em ‘da Faculdade de Letras’, afinal JCC é Letras ou não? Quando decidirem alguma coisa gostava de saber…)

É um dado adquirido que o professor Jorge Marinho não é como os outros professores. Para mim isso não é mau, muito pelo contrário. De todos os professores que por mim passaram, ele é o mais justo e o mais verdadeiro. Não quero dizer que os outros não o sejam, mas o professor Marinho sabe sê-lo de uma forma diferente.

Claro que a imagem de marca deste profissional é o tom coloquial com que dá as aulas, mas isso não nos faz sentir desconfortáveis, a mim não. Lembro-me como se fosse hoje da aula em que ele me pediu para me levantar e de seguida me pediu para sentar, só para explicar como os estudos de Pavlov se aplicavam à Comunicação, e da aula em que ele pediu a uma rapariga para sair da sala e voltar a entrar. Não é que estes momentos sejam de grande importância para o nosso estudo, mas graças a isto ainda sei que numa entrevista as perguntas funcionam como estímulos e que quando vemos uma pessoa pela primeira vez primeiro reparamos na aparência geral.

No início do ano comecei por pensar que o modo como o professor Marinho leccionar a matéria o tornava quase numa máquina, em algo que tinha como única função mandar cá para fora os seus conhecimentos. Com o passar do tempo percebi que possivelmente tinha conhecido a pessoa mais humana que algum dia poderei conhecer e o profissional que melhor sabe realizar as suas tarefas.

Dei comigo a pensar muitas vezes que se o professor Marinho fosse o responsável pelos meios de comunicação social não viveríamos numa Sociedade Frankenstein, ou que se todos os jornalistas fossem como ele, o mundo da informação seria o expoente máximo de ética e deontologia.

Como as suas palavras representavam a realidade que todos nós vivemos. “Todos nós sabemos que o que conta é o interior de cada um, mas o que se vê primeiro é o exterior e não temos uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão” E, ao seu modo muito particular, também soube introduzir um pouco de humor às aulas. “Imaginem um médico, nas urgências de um hospital, que vem falar à televisão e tem vestido uma camisa sem mangas, uns calções de praia e chinelos de meter o dedo.”, “Vocês tiram a televisão da cozinha e tentam explicar os perigos dela lá continuar e ouvem do vosso interlocutor algo do género ‘Põe a televisão no sítio e tem lá juízo” e tantas outras.

O professor Marinho, assim como todos os outros, passou tanto tempo connosco que é quase como se fosse da família, de uma grande família que se cria em cada faculdade, em cada curso… Agora só me resta esperar que os senhores a as senhoras que fizeram exame comigo hoje, a Psicossociologia da Comunicação, vejam o seu estudo justificado por uma nota agradável, e aguardar pelo próximo semestre, por Semiótica...

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Look at Me (I Just Want to be Wonderful)

Look_at_me

Sou. Sou eu. Nesta altura, eu pensava que um trabalho complicado era como aquele que eu tinha. Nesta altura, eu acreditava que bastava estalar os dedos para a realidade ser como eu desejava.

O tempo foi passando, e as minhas relações com as pessoas foi-se alterando. Neste tempo todo apercebir-me que as pessoas dão mais atenção não aos que se destacam por motivos válidos, mas sim àqueles que têm muitos problemas e não se esforçam para nada.

Por isso é que eu, às vezes, digo que gostava de ser problemática. O meu problema é não ter problema nenhum, e isso às vezes deixa-me triste. Em vez das pessoas à minha volta me darem atenção pelos meus feitos, passam o tempo a falar sobre aqueles que se mantém à parte.

No fundo eu quero aquilo que uma amiga minha diz que todas as bruxas querem. Eu quero ter mais atenção por parte dos outros. Mas a verdade também é que eu nunca estarei satisfeita com a atenção que recebo.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

World Wrestling Entertainment

Renasci.

Um dia acordei, sentei-me no sofá e liguei a TV Cabo. Passeei pelos diversos canais e fiquei na SIC Radical. Estava a dar um combate de "professional Wrestling".

(Agora os mais atentos estão a pensar "A SIC Radical transmite combates de Wrestling de manhã?" Na verdade não. Quando digo acordei é uma espécie de metáfora, nã acordei porque já estava acordada, mas acordei porque abri os olhos para a vida... enfim...)

Logo senti em mim algo, um despertar de uma paixão adormecida. Talvez um dia eu acabe na profissão que queria seguir quando tinha 5 anos, talvez isto tenha sido um sinal... (ou talvez tenha sido apenas mais um combate de "pro-wrestling")

Voltei à carga e quero fazer um pedido. Se alguém souber onde é que eu posso encontrar um ginásio onde possa praticar wrestling, é só dizer... Fico à espera...

Enquanto isso,

Espelho

(Nunca um outro post tinha justificado tão bem o nome deste Blog como aquele que agora escrevo. Se não se tratasse de uma reportagem para ser avaliada e fosse mais uma divagação, o seu título seria mesmo Espelho…)

Raio X

Durante muitos anos, o Bairro S. João de Deus foi considerado o bairro mais problemático da cidade do Porto, conhecido por muitos como Tarrafal. Os presidentes da Câmara mudavam, as leis sociais adaptavam-se, mas a vida das pessoas que moravam no bairro mantinha-se igual.

Habituada a viver à margem da sociedade, a maioria dos “tarrafalences” desenvolveu uma espécie de defesa no relacionamento com terceiros e o limite entre o certo e o errado foi-se perdendo aos poucos. Porém, a culpa não será somente daqueles que consumiam droga, dos que a vendiam, dos que assaltaram, dos que se comportaram como vândalos onde quer que passem.

Leis Próprias

Para Maria Celeste, ex-moradora do Bairro S. João de Deus, a culpa também era de quem detinha o poder, “porque nos deixaram ao deus dará”. De facto, quer por desinteresse quer por incapacidade de o fazer, durante anos, ninguém conseguiu reintegrar os seus habitantes de forma amigável no seio da sociedade portuense.

Até que, quando Rui Rio chega ao poder, são tomadas medidas e as pessoas começam a ser mudadas para outros bairros e aglomerados habitacionais. Por um lado, tentava-se diminuir o número de fogos (que eram inúmeros). Por outro lado, era uma nova forma de obrigar aqueles que sempre tinham vivido no Bairro S. João de Deus a conviver com novas pessoas, apercebendo-se de que a vida social é também importante.

As pessoas começaram, então, ir habitar noutras zonas da cidade como o Bairro do Viso, Pasteleira, Falcão e até no Bairro do Cerco do Porto, outrora também um bairro que sabia causar umas quantas dores de cabeça em quem estava no poder. No início, alguns causaram ainda problemas. Ainda está bem fresca na memória de quem mora no Cerco o dia do desacato entre “cerqueiros” e “tarrafalences”. Agora os ânimos acalmaram…

Obras

Começaram as obras que visam melhorar o espaço. Os projectos são um tanto ou quanto ambiciosos para se aplicarem ao que é considerado o pior bairro da cidade. Pretende-se demolir uns quando blocos, desbastar uma certa dimensão de terreno árido, construir novas entradas para o bairro, uma universidade e uma biblioteca. No fundo o que se está à procura é de, como se faz com os legos, destruir a maior parte do que já foi criado (e que causa todos os problemas) e encontrar uma forma de criar algo não só nova mas grande o suficiente para apagar, em poucos anos, o estigma criado em torno do Bairro S. João de Deus.

Fátima, também ex-moradora do bairro, já está a viver noutro lado há cerca de cinco anos, mas diz que é impossível desligar-se totalmente do seu antigo bairro porque deixou lá os amigos, os conhecidos e a história da sua vida. Afirma que não se arrepende de ter mudado de casa, "Aqui temos o socego que procuravamos quando decidimos sair do bairro".

Antes de entrar neste estado de remodelação, os motivos que levavam alguém a querer sair podiam ser diversos, mas quase sempre se relacionavam com o facto de não serem bem aceites pelos outros só porque moravam no Bairro S. João de Deus. Angelina chegou à conclusão que tinha de sair porque queria que a sua filha, quando se candidatasse a um emprego, não passasse pelo que via os vizinhos passar. "Durante muito tempo, pensei que o local onde moravamos não iria influenciar as nossas vidas, mas afinal...", diz. Angelina queria que a vida fosse um bocado mais fácil…

Continuam as obras, mas as datas atrasaram-se. Nos primeiros relatórios da Câmara Municipal do Porto apontavam o ano de 2004 como o ano em que as novas estradas estariam concluídas. Estamos em 2005 e isso ainda não aconteceu. Ainda há blocos que não foram demolidos e pessoa a quem ainda não foi entregue a chave de uma outra casa… Os imprevistos existem.

Principalmente num bairro em que quase metade do seus habitantes estava com e renda e outras contas em atraso e não têm direito a outra casa. Muitas famílias já foram retiradas do bairro, mas muitas mais ainda lá estão. Muitos casos estão a ser tratados com menos tacto do que seria necessário e muitas pessoas vão acabar por ter de encontrar um solução por elas próprias. Todas estas divergências com as entidades responsáveis levaram a verdadeiros boicotes no trabalho das máquinas e “manifestações” que impediram a demolição, na data predefinida, de alguns edifícios.

Futuro

Os habitantes do Bairro S. João de Deus dividem-se em dois grupos. De um lado estão aqueles que já saíram do bairro e que, morando no seu novo lar, por mais que tentem não conseguem virar costas e seguir uma vida nova esquecendo a anterior. Do outro lado estão as pessoas que ainda moram no bairro e que esperam pelo dia em que vão deixar as suas raízes, pelo dia em que também a sua casa vai ser reduzida a escombros.

Aconteça o que acontecer num futuro próximo ou longínquo, a cidade do Porto não vai esquecer totalmente o quão problemático foi o Bairro S. João de Deus, assim como não esqueceu o caso do Bairro do Cerco, entre outros. As pessoas, essas vão viver sempre com a sombra do já falado estigma social e com as memórias daquilo porque passaram, memórias essas que nenhuma obra, por maior que seja, conseguirá apagar.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

When we fuck we are all god's people

Já dizia o Reverendo Manson numa musica do último álbum de originais...

Não podemos fazer nada porque nada irá mudar a natureza do ser humano. Também LaVey dizia que o homem é primeiro um animal e só depois um romântico. É essa a sua natureza e se o mudarmos vamos deixar de ter seres humanos na face da Terra.

Mas se há um momento em que os seres humanos são menos humanos e se aproximam do divino, esse momento só pode ocorrer durante uma relação sexual... Pode ocorrer noutras alturas, mas, para ser franca, eu nunca o experimentei...

Há pessoas que, por mais que eu tente, não consigo perceber. E dentro desse grupo de pessoas encontram-se aquelas que dizem não gostar de sexo. E eu pergunto aos meus botões: "Como pode?" Das duas uma... Ou nunca experimentaram... Ou não devem ter amor próprio, para já não falar nos outros tipos de amor...

E este é o meu pensamento deste momento...

When we fuck we are all god's people!

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Homeless

Um dia acordei e tudo na minha vida tinha mudado...

O meu primeiro namorado tinha casado e já ia no segundo filho. O meu primeiro amor também estava casado. O meu primeiro esconderijo estava atulado de seringas e de toxicodependentes. A minha primeira casa tinha sido invadida por uma casal de desalojados, depois de lhe terem deitado as paredes a baixo e de lá dentro terem feito fogueiras. A minha primeira escola tinha sido demolida.

As coisas estavam todas diferentes. Acordei num universo que não era o meu, sem os meus amigos. Estava numa nova escola, numa nova casa, com um novo "amor" e um (outro) novo namorado. Já não tinha nenhum esconderijo e não percebia onde estavam as minhas raizes.

Um dia acordei (e por mais estranho que isto possa parecer) senti a falta do barulho de pessoas a descutir e de tiros. Senti a falta de ouvir falar mal dos meus amigos.

Um dia percebi que já não morava no Bairro S. João Deus, o meu Tarrafal, e senti-me perdida...

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Be Woman

Andava eu certo dia a ver os meus mails's (como faço todos os dias) e que vejo eu? Um mail que continha esta história. Pensei logo, "Filipa, esta história é mesmo boa para o meu Espelho!"

“Deus fez a mulher no seu sexto dia de trabalho, e em horas extra-ordinárias! Um anjo apareceu e disse:

_Senhor, porque estás a gastar tanto tempo com este projecto?

E deus respondeu:

_Vê bem as suas características. Ela tem de ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico, tem de ter mais de 200 partes móveis, todas intercambiáveis, funcionar com coca-cola diet e restos do almoço, ter um colo que pode acolher quatro crianças de uma vez, ter um beijo que pode curar qualquer coisa desde um joelho arranhado até um coração partido.

_Isso é de mais para um só dia de trabalho. Termina amanhã.

_Não posso, estou quase a terminar a criação que está mais perto do meu coração. Ela até se cura a si mesma quando está doente e é capaz de trabalhar 18 horas por dia. O anjo aproximou-se e tocou a Mulher.

_Estás a fazê-la tão frágil, senhor.

_Ela é frágil, mas também a fiz resistente. Não fazes ideia do que ela é capaz de suportar ou conquistar”.

_Ela é capaz de pensar?

_Não só de pensar como de argumentar e negociar.

O anjo viu alguma coisa e, estendendo a mão, tocou na face da Mulher.

_Este modelo tem uma fuga. Eu bem disse que estás a tentar atribuir mcaracteristicas de mais numa criatura.

_Isso não é uma fuga. É uma lágrima que é a sua maneira de expressar a sua alegria, tristeza, dor, desapontamento, amor, solidão, luto e orgulho.

_Esta criatura é, de facto, impressionante.

_Sim. As mulheres têm forças que impressionam os homens; suportam dificuldades e carregam fardos, mas mantêm a alegria, o amor e o contentamento. As mulheres sorriem quando querem gritar, cantam quando querem chorar, choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas…

Lutam por aquilo em que acreditam e erguem-se contra as injustiças. Não aceitam ‘não’ como resposta quando acreditam que há uma solução melhor. As mulheres privam-se para que a sua família possa ter, acompanham uma amiga assustada ao médico, amam incondicionalmente, choram quando os filhos se destacam e rejubilam quando os amigos são premiados.

Os seus corações partem-se quando uma amigo morre, ficando de luto mas nunca deixando de ser fortes. Quando se pensa que não têm mais forças, ainda surgem com um abraço e um beijo que pode ajudar a curar um coração partido. As mulheres trazem alegria e esperança; têm compaixão e ideais; dão apoio moral aos amigos e familiares; têm coisas vitais a dizer e tudo a dar!

Se há um defeito nas mulheres é que podem esquecer-se de si mesmas…”

Daqui a uns dias continuo com este tema...

terça-feira, dezembro 14, 2004

Músicas de uma vida

Todos ouvem música e todos temos uma (ou mais) músicas da nossa vida. Gosto de Marilyn Manson, quem não o sabe já? Aqui fica a música da minha vida, é dele, claro...

Example

"Man that you fear

The ants are in the sugar
The muscles atrophied
We're on the other side, the screen is us and
We're T.V.
Spread me open, sticking to my pointy ribs are
All your infants in abortion cribs
I was born into this
Everything turns to shit
The boy that you loved is the
Man that you fear
Pray until you're number, asleep from all
Your pains, your apple has been rotting
Tomorrow's turned up dead
I have it all and i have no choice but to
I'll make everyone pay and you will see
You can kill yourself now
Because you're deadin my mind
The boy that you loved is the monster you fear
Peel off all those eyes and crawl into the dark,
You've poisoned all of your children
To camouflage your scars
Pray unto the splinters,
Pray unto your fear
Pray your life was just a dream
The cut that never heals
Pray now baby, pray your life was just a dream
(I am so tangled in my sins that I cannot escape)
Pinch the head off, collapse me like a weed
Someone had to go this far
I was born into this
Everything turns to shit
The boy that you loved is the
Man that you fear
Peel off all those eyes and crawl into the dark,
You've poisoned all of your children
To camouflage your scars
Pray unto the splinters,
Pray unto your fear
Pray your life was just a dream
The cut that never heals
Pray now baby, pray your life was just a dream
The world in my hands,
There's no one left to hear you scream
There's no one left for you

When all of your wishes are granted
Many of your dreams will be destroyed!"

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Just Her

Nasceu mais um Weblog nacional. Depois de muito esforço e muitas horas perdidas a tentar convencê-la de que também uma enfermeira necessita de um espaço para exprtessar os seus sentimentos. Assim, no passado sábado, fui a casa dela e participei do seu nascimento.

Tudo isto para dizer que devem ir à morada http://justmelibel.blogspot.com/ porque pertence a uma grande amiga minha e porque é um concelho meu...

Estão ainda aqui a fazer o quê?

Fuck it

Há dias em que acordamos e queremos que o mundo inteiro vá pelos ares. Nesse dias queremos que todos aqueles que se cruzam no nosso caminho destruidos sem motivo aparente. Há, definitivamente, dias em que todas as nossas obrigações parecem pesadas demais e que todas as palavras que nos dirigem são armas lançadas para nos esquartejarem o coração...

Hoje bem que podia ser um dia desses. Tenho de fazer uma reportagens num hospital de doenças infeciosas, logo, às 18, hora em que deveria estar a meio de uma aula de televisão. Tenho de montar uns sons para um noticiário de rádio e não os tenho aqui comigo. Tenho de conviver com os outros, quanndo o que me apetece é dar um estalo a quem para mim falar.

Example

Por isso, só me vem à cabeça essa expressão:

Fuck It

quinta-feira, dezembro 02, 2004

I am my own god

(“Agora deu-lhe para a religião”, dizem. “Porque não?”, pergunto eu)

Às vezes perguntam-me o que é que eu sou, em termos religiosos. Já fui tantas coisas que se me pusesse a contar a minha história demoraria uma eternidade. Mas também sinto um bocado a necessidade de dizer aos outros o que me vai na mente.

Sou ateia! Não acredito em nenhum deus seja ele bom ou mau. Já fui católica, já andei numa escola Dominicana, já fui adoradora do diabo (se considerarem isto como uma manifestação religiosa), já fui pagã, já fui agnóstica… Actualmente, preocupo-me mais com o meu estudo sobre as diferentes formas religiosas do que com a sua prática.

Estou a estudar uma publicação de testemunhas de Jeová, estou a pesquisar na Internet sobre Satanismo. E o que mais me tem chamado a atenção, na minha vivência do dia-a-dia, é que, apesar de a liberdade religiosa ser um directo de todos nós, na prática as coisas não funcionam assim tão bem. Ninguém se preocupa em perceber que cada um pode (e deve) escolher aquilo que é mais verdadeiro para si.

a_quem_considere_isto_deus

A grande preocupação é que a religião defendida tenha o maior número possível de crentes, como se a veracidade das suas práticas e credos fosse directamente proporcional ao número de pessoas que os seguem. Não me parece que isso seja bem assim. O que faz de uma religião menos mentira são as práticas e credos em si.

Contudo, percebo (ou tento perceber, porque também sou humana) que as pessoas sintam a necessidade de acreditar que há algo melhor do que o aqui e agora, mas eu já não sei se sou capaz de acreditar em algo para além das minhas capacidades. Percebo que as religiões que seguem façam sentido para si, para mim já nada dessa natureza faz sentido.

Já fiz rituais mágicos enquanto fui pagã e já fiz um ritual satânico (sexual). E que mal é que isso tem para os outros? Eles também têm as suas missas e outros e eu não ando por aí a dizer que “isso não tem jeito nenhum”. Optei por viver a esta vida ao máximo porque não sei se terei outra oportunidade para o fazer, nenhum Homem pode julgar-me porque isso não é crime.

Sou verdadeira em tudo aquilo que sinto, nunca defenderia algo que não sentisse. Posso magoar aqueles que me amam e até gostariam que eu fosse católica, testemunha de Jeová… E se deus, de facto, existir e for infinitamente bom vai perceber que não posso ir contra aquela que é a minha natureza, aqui e agora…